09.03.2010 - O lançamento do Programa de Pró-Equidade de Gênero, a realização de oficinas temáticas direcionadas às mulheres e um café da manhã comemorativo marcaram o Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta segunda-feira (08), na sede do Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ).
O Programa que foi implantado no INGÁ é uma iniciativa do Governo Federal, através da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, e visa à equidade (equilíbrio) de gênero em instituições públicas e privadas por meio da adoção de novas concepções na gestão de pessoas e organização das empresas.
Dentro da política do INGÁ de apoio aos direitos humanos e respeito à diversidade étnica, cultural e racial da população baiana, o Comitê de Pró-Equidade de Gênero – formado por servidoras do órgão – é o responsável pela implantação do Programa. O objetivo é nortear um conjunto de ações para que as mulheres busquem a igualdade na organização e a sua valorização como seres atuantes na sociedade.
Metas - O Programa de Pró-Equidade de Gênero teve início em abril de 2009 com um levantamento de dados entre os servidores e a elaboração de um plano de ação. A assinatura do Termo de Compromisso entre o INGÁ e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres foi feita em novembro de 2009.
Entre as metas do Programa estão a inserção do tema “equidade de gênero” em processos seletivos; cursos de capacitação e implantação de um programa de carreiras; prevenção da saúde da mulher e segurança no trabalho; política de benefícios para mães e gestantes; campanhas que visem a dignidade e o respeito à mulher; criação de uma ouvidoria interna para mediação de conflitos individuais e coletivos; recorte de gênero em programas e iniciativas desenvolvidas pelo INGÁ; desenvolvimento de políticas públicas de inclusão da mulher; divulgação e implantação do Programa de Pró-Equidade de Gênero em dez Comitês de Bacias.
Para Madalena Noronha, não deve ser apenas feminina a mobilização para que a sociedade respeite cada vez mais a participação e importância das mulheres no trabalho, em família e em sua individualidade. “Essa é uma luta que deve acontecer em parceria com os homens, pois não se trata de uma luta das mulheres contra eles. E a equidade que discutimos em nossa organização não deve ser apenas de cargos e salários, mas de direitos entres homens e mulheres”, concluiu.
Flores e espinhos - Para a assessora especial da diretoria geral do INGÁ, Madalena Noronha, o 8 de Março é um dia para as mulheres discutirem suas aspirações de igualdade em todos os segmentos. “As flores, comuns no Dia das Mulheres, devemos receber no cotidiano. Hoje é um momento para discutirmos os espinhos para, assim, sabermos nos defender. É também o dia de afirmação de uma luta”, defendeu.
Madalena Noronha, que também integra o Comitê de implantação do Programa, coordenou uma oficina que discutiu temas diversos entre as mulheres, tais como conquistas históricas e recentes no campo profissional; a violência física e o assédio moral; a mulher como objeto; os direitos da mulher; maternidade e trabalho, e empoderamento (maior acesso na tomada de decisões) em organizações públicas e privadas.
Ao representar o diretor geral do INGÁ, Julio Rocha, o diretor de Regulação do Instituto, Luiz Henrique Silva destacou o papel do órgão na busca pela igualdade de gêneros. “Por ser uma instituição que promove a gestão participativa na gestão das águas em todo o Estado, não discriminamos qualquer tipo de gênero, etnia ou religião. É importante discutir o tema e, além disso, implementar mudanças de fato, o que deve ser feito com muito trabalho”, resumiu.
Ligue 180 - As servidoras e colaboradoras do INGÁ também receberam informações sobre o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, serviço do Governo Federal por intermédio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O serviço ouve, orienta as mulheres sobre seus direitos e dá apoio àquelas que vivem em situação de risco ou que sofrem violência. A violência contra a mulher pode ser enquadrada em física, sexual, moral ou psicológica.
As informações fornecidas se transformam em ajuda e auxiliam no monitoramento da rede de atenção à mulher em todo o País. O Ligue 180 é gratuito, confidencial e atende 24 horas a ligações de qualquer telefone.
Fonte: Ascom/Ingá