Sema discute áreas prioritárias, usos sustentáveis e comunidades tradicionais no Estado

22/07/2015
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) realizou nesta quarta-feira uma reunião cujo tema abordou a identificação das Áreas Prioritárias para Conservação e Utilização Sustentável da Biodiversidade do Estado da Bahia, que engloba também as áreas de uso por comunidades tradicionais. 

Participaram do evento, o diretor de Pesquisas Ambientais da Sema, Marcelo Araújo, a especialista em conservação da WWF Brasil, Paula Hanna Valdujo, além de membros da Aldeia Tupinambá, Movimento de Pescadores e Pescadoras do Estado da Bahia, Coordenação e Articulação de Comunidades Negras Rurais, Coordenação de Políticas para Comunidades Quilombolas, professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Estadual de Feira de Santana e técnicos ambientais do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

Durante o encontro foi explicado e discutido as atividades que começaram em novembro de 2013, que mapeou áreas prioritárias e foram divididas em quatro categorias: espécies ameaçadas, ecossistemas, águas continentais e marinhas e comunidades tradicionais. A partir de agora, a previsão é que até outubro uma última avaliação seja feita com base nos dados coletados para colocar em prática o desenvolvimento das pesquisas".

Uma vez tendo este estudo, ele vai ser muito importante na tomada de decisão, nos vários temas que abordem a Gestão Ambiental na Bahia. Com isso, a gente ganha o benefício de ter todos os elementos relacionados com a conservação e uso sustentável da biodiversidade identificados em todo o território do Estado”, destacou o diretor de Pesquisas da Sema, Marcelo Araújo.

Na oportunidade a especialista em conservação da WWF Brasil, Hanna, explicou também a importância de avaliar pela primeira vez a sociodiversidade, que analisa variedades culturais, etnias, raças e crenças dentro das áreas prioritárias da biodiversidade.

“Embora a gente saiba que existam comunidades que dependem dos recursos naturais para manter seu modo de vida, nós não sabemos onde elas estão e quais as áreas que elas utilizam, e aqui no estado da Bahia, existe um histórico muito melhor a esse respeito, então vamos ter pela primeira vez um mapeamento da sociodiversidade cruzado com a biodiversidade”, finalizou.

Fonte: Ascom/Sema