Preservar a identidade, a memória e o patrimônio cultural do Centro Histórico de Salvador, integrando a comunidade local e desenvolvendo ações de educação ambiental, foi a proposta do ‘Seminário Educação Ambiental e Patrimonial’, promovido ontem (dia 4), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). O seminário, ministrado por agentes do poder público, buscou colher a opinião da comunidade do Pelourinho e entorno, a fim de elaborar o Programa de Sustentabilidade Ambiental do Centro Antigo de Salvador.
A diretora de Educação Ambiental da Semarh, Tita Vieira, propôs a formação de Coletivos Educadores e a criação de Salas Verdes, além da implantação da coleta seletiva regular no local. “Nossa proposta é formar educadores populares e gerar uma agenda ambiental para o Centro Antigo”, explicou.
Líderes comunitários, comerciantes, representantes do setor hoteleiro, professores e estudantes universitários do Centro Histórico conheceram a proposta apresentada por Sérgio Gomes, engenheiro Ambiental do Escritório de Referência do Centro Antigo, órgão vinculado à Secretaria de Cultura, realizadora do seminário. “Estamos na fase de coleta de informações, mobilização social, ajustamento da equipe e reconhecimento de área”, disse Gomes.
Jorge Conceição, geógrafo e educador ambiental do Centro Histórico de Salvador, participou do evento, lembrando que o desequilíbrio ambiental também está no contraste social. “Cuidar do meio ambiente é cuidar das pessoas”, frisou. Ele acredita que dar continuidade às discussões, participando responsavelmente dos debates, é o caminho para estruturação programa.
Também parceiro, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) foi representado pela coordenadora de Educação Patrimonial, Ednalva Queiroz, como palestrante. Ela destacou a importância do Centro Histórico, maior conjunto arquitetônico colonial da América Latina, tombado pela Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “A identidade de um grupo ou lugar se refere às suas crenças, experiências e aptidões, construídas com base nas memórias e sustentadas no patrimônio, como herança cultural”, explicou.
As principais solicitações apresentadas pela comunidade foram referentes à conservação do patrimônio público arquitetônico e à implantação de uma estrutura sanitária mais eficiente para o Centro Antigo. O Centro Antigo de Salvador está compreendido em uma poligonal que vai do Barbalho ao Campo Grande e do Dique do Tororó à Bahia de Todos os Santos, na região do Comércio.
Fonte: Ascom/Semarh