05.12.11 – A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) lançou em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na segunda-feira (5), a Estratégia Nacional em Comunicação e Educação Ambiental (Encea). O encontro reúne gestores das unidades de conservação (UCs) para debater a Encea – que trata da cooperação nas três esferas de governo para o estabelecimento e gestão das unidades de conservação – com base nos princípios do Plano de Áreas Protegidas. O evento prosseguiu terça-feira (6), no hotel Matiz, em Salvador, com a realização de trabalho em grupos.
O diretor de Educação Ambiental da Sema, Luís Ferraro, que representou o secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, destacou as mudanças ocorridas na Educação Ambiental na Bahia, atualmente unificada em um único setor. “Temos um único espaço para coordenar a educação ambiental na Sema, o que não existia anteriormente. Desta forma, o diálogo entre as diversas diretorias flui melhor. Temos que transversalizar as ações, caso contrário, não haverá educação ambiental”, avaliou.
A secretária de Articulação e Cidadania do MMA, Samyra Crespo, iniciou seu discurso com alguns questionamentos. “Como conseguir bons resultados em menos tempo? Como melhorar o patamar das nossas ações? Muitas UCs iniciam seus trabalhos da escala 0 e não levam em consideração as experiências exitosas que já ocorreram. Muita coisa boa vem sendo feita no Brasil e precisa ser aproveitada e difundida. Para que isso ocorra, devemos melhorar a gestão de recursos, apostar na cooperação e na criatividade. É preciso sair do individual e investir numa ação, num trabalho coletivo”, avaliou.
De acordo com o presidente do ICMBio, Rômulo José Fernandes, a Encea surgiu a partir de uma construção ampla, de forma participativa e integrada com a comunidade, e poderá servir de impulso para o fortalecimento dos conselhos. “A educação ambiental e a comunicação são ferramentas importantes e concretas de gestão nas UCs. Com o lançamento, pretendemos somar, inclusive, no processo de construção e fortalecimento dos conselhos de UCs. Precisamos fazer que os conselhos funcionem, pois eles fazem a ligação entre governo e sociedade”, ressaltou.
A secretária do MMA concordou com o posicionamento do ICMBio e acredita que os conselhos são espaços ideais para o inicio dos trabalhos de educação ambiental e comunicação. “Nos conselhos todos os conflitos se encontram e é também onde temos a chance de dirimir estes conflitos. A educação ambiental não é burocrática, por isso defendo a aproximação de todos. Devemos induzir mudanças para um comportamento qualificado, apoiar a formulação de estratégias focadas e ajudar nessa formulação com boas parcerias. Estamos dispostos a ajudas as UCs a realizar esse trabalho”, sentenciou.
Estratégia – A Encea tem como meta orientar a gestão compartilhada e participativa das UCs com diretrizes e propostas de ações para o aprimoramento de políticas públicas e programas de educação ambiental e comunicação em UCs federais, estaduais e municipais. É resultado de demandas das conferências nacionais de Meio Ambiente, que decidiu intensificar a educação ambiental nas unidades de conservação, desenvolver estratégias e programas participativos para as áreas protegidas e implementar o Plano Nacional de Áreas Protegidas e o Programa Nacional de Educação Ambiental.
A publicação foi organizada pelo ICMBio e departamentos de Educação Ambiental (DEA) e de Áreas Protegidas (DAP) do MMA. O conteúdo reflete as contribuições de representantes governamentais e da sociedade civil com experiência nas áreas de Educação Ambiental e Comunicação. É uma ferramenta de consulta estratégica que orientará os trabalhos de proteção do patrimônio natural e promoção do desenvolvimento socioambiental.
Fonte: Ascom/Sema