Sema fará levantamento de danos causados à natureza

13/11/2008

13.11.2008 - “A Secretaria do Meio Ambiente tem concentrado todos os esforços para controlar os incêndios. Posteriormente faremos o balanço e estudos técnicos necessários, para saber a dimensão dos danos causados à biodiversidade regional”, afirmou Plínio Neto, diretor de Unidades de Conservação da Sema, questionado sobre os prejuízos à natureza, causados pelo fogo que atinge a Chapada Diamantina.

Segundo a bióloga Danielle Vilar, da coordenação de Manejo de Unidades de Conservação da secretaria, inicialmente, não há como medir o impacto dos incêndios florestais na biodiversidade da Chapada Diamantina, mas alerta que a freqüência das queimadas favorece a perda de diversidade e alteração na estrutura da vegetação regional.

“A alta incidência de fogo impede o desenvolvimento natural da vegetação, o que limita também a sobrevivência de espécies de animais”, explicou. Ela afirma que os incêndios na Chapada Diamantina geram perdas, que vão desde a biodiversidade local, até o aumento do aquecimento global.

A biodiversidade corresponde à variedade de espécies - da fauna, flora e microorganis¬mos -, encontrada em uma determinada região. A Chapada Diamantina detém uma grande variedade de espécies da flora e da fauna e muitas delas encontradas apenas na região, chamadas de espécies endêmicas.

Hoje a Chapada Diamantina incorpora no seu território oito Unidades de Conservação Estaduais. São elas, ARIE Nascentes do Rio de Contas, ARIE Serra do Orobó, Monumento Natural Cachoeira do Ferro Doido, O Parque Estadual do Morro do Chapéu, APA Marimbus/Iraquara, APA Serra do Barbado, Parque Estadual de Sete Passagens e APA Gruta dos Brejões / Vereda do Romão Gramacho e uma Unidade de Conservação Federal: Parque Nacional da Chapada Diamantina. (www.meioambiente.ba.gov.br).
 

Fonte: Ascom/Sema