04.12.2008 - Diminuir o desperdício de recursos naturais e usar racionalmente os bens públicos, além de fazer o manejo adequado dos resíduos gerados. Esse foi o objetivo da Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P), do Instituto do Meio Ambiente (IMA), ao realizar, este ano, uma série de ações estratégicas, a exemplo da Blitz do Papel, coleta seletiva, mudança de impressoras e torneiras.
A A3P é uma comissão formada por profissionais de diferentes áreas, que atuam como interlocutores e agentes de sensibilização. O projeto teve início no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em 1999, e visa refletir sobre os atuais e novos padrões de produção e consumo, tendo como foco, a sustentabilidade socioambiental.
Desde que foi implantada, em 2006, a A3P vem desenvolvendo atividades como a busca pela redução do consumo de água, aplicação do Termo de Referência para contratação do Projeto de Captação de Águas Pluviais e Reuso de Efluentes, e o Compromisso Bahia, que negociou com a Coelba um outro tipo de contrato de energia, passando do convencional para o Horo-Sazonal Verde.
Para Clarissa Meira, responsável pela A3P do IMA, o contrato estabelecido com a empresa de energia é o mais adequado à realidade do IMA. “O consumo já registrou uma redução de 90 KW para 50 KW”, afirmou.
As atividades são desenvolvidas em três áreas - no campo tecnológico, trata-se de substituir equipamentos que possam gerar desperdício, como por exemplo, a troca de impressoras convencionais por máquinas que imprimem nos dois lados do papel, automaticamente.
No âmbito comportamental, utilizando a comunicação como base para a conscientização, por meio de palestras, cursos e material informativo. “O mais difícil é tratar do comportamento, pois é instável, não tem como prever”, analisa Clarissa.
Após as mudanças estruturais e o ciclo de cursos e palestras, ocorre a fase operacional. Ainda de acordo com Clarissa Meira, a Blitz serve para cobrar dos funcionários práticas pautadas na responsabilidade ambiental. “Mostramos os relatórios de atividades e consumo e as formas mais adequadas de uso dos bens públicos”.
O balanço dos relatórios tem como objetivo sugerir e implantar uma nova configuração nas atividades econômicas da gestão pública e privada, assim como instigar os gestores públicos a adquirir conhecimentos sobre o manejo do meio ambiente, no exercício da função.
Ainda na fase de apuração dos números, a responsável pelo setor não pode mensurar os dados estatísticos. No entanto, ressalta que os resultados parciais já são animadores.
Fonte: Agecom