Curso discute problemas e soluções para as mudanças climáticas

22/10/2009

22.10.2009 - Aumento do transporte coletivo com a diminuição de automóveis nas ruas, reflorestamento de áreas degradadas e uso de energias limpas (eólicas e solares) são algumas alternativas viáveis para minimizar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera nos próximo anos.

Estes e outros temas ligados às mudanças climáticas estão sendo debatidos no Curso de Capacitação em Mudança do Clima, que acontece hoje (22) e amanhã (23), no auditório da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), no CAB.

A abertura oficial do evento aconteceu ontem (21) à noite, com Luiz Pinguelli Rosa, doutor em física e mestre em Engenharia Nuclear, membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Pinguelli fez previsões de um futuro complicado, caso não haja a diminuição de gases poluentes nas próximas décadas. “As mudanças do clima ocorrem em todo o mundo. O derretimento do gelo dos pólos vai aumentar o nível do mar, acarretando na perda de áreas litorâneas em 50 a 100 anos”, advertiu.

De acordo com Marcos Sanches, professor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as pessoas têm que se preparar para as mudanças climáticas. “Todas as concentrações atmosféricas dos gases de efeito estufa (GEE) vem aumentando, tornando o aquecimento futuro inequívoco” ressaltou.

O curso vai capacitar mais de 40 membros do Fórum Baiano de Mudanças Climáticas e do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cepram), além do grupo de trabalho que colaborou na construção da minuta da lei baiana de Mudanças Climáticas. O evento vai difundir ainda informações sobre o que está acontecendo com o clima no mundo, no Brasil e na Bahia.

Participante do evento, Alberto Vilela, representante do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação em Engenharia, avaliou os impactos causados pela emissão de gases de efeito estufa. “É provável que ocorra daqui a alguns anos a elevação do nível do mar na região costeira, comprometendo a beira-mar. A região do semi-árido ficará mais seca e a uma boa parte da Amazônia secará, podendo virar savana”, concluiu Vilela.

Fonte: Ascom/Sema