02.10.12 – A primeira etapa do processo de capacitação voltada para fiscais que atuam na supervisão e fiscalização dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II), foi finalizada, nesta terça-feira (2). Com o tema Avaliação de Projetos, a iniciativa envolveu 40 técnicas que atuam no Governo do Estado e visa a melhoria do desempenho nos procedimentos de fiscalização e monitoramento nas obras de infraestrutura, transporte e saneamento do programa.
Conduzido pelo arquiteto e educador ambiental na Universidade de Campinas (Unicamp), Sandro Tonso, e pelo tecnólogo ambiental da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, Wagner Coelho da Luz, o encontro abordou a necessidade de cada secretaria envolvida construir seus processos de avaliação, a partir da sua realidade. “Não propomos um modelo engessado, mas oferecemos a oportunidade de pensar um modelo que atenda as necessidades de avaliação de cada um, seja nesse grupo misto, nas instituições ou nas próprias atividades e ações do PAC II”, destacou Tonso.
O educador ambiental defendeu três conceitos que devem nortear as atividades das técnicas: integrar os diferentes órgãos públicos, inserir a educação ambiental dentro do processo do trabalho social e valorizar, por meio da avaliação de projetos, diversas perspectivas. “Esse encontro tem diversas importâncias e buscamos entender que o meio ambiente e as questões sociais são questões convergentes. Enquanto continuarmos separando isso, não vamos avançar”, avaliou Tonso.
Formação – A coordenadora Social da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), Graziane Santos Amorim, atua com uma equipe de aproximadamente 70 técnicos, alguns envolvidos na elaboração de projetos e outros atuando diretamente em campo. “Com essa formação, contribuímos para qualificar o investimento em trabalho social na Bahia. Isso é relevante para que possamos qualificar as intervenções dentro das comunidades, para que os técnicos reflitam sobre o trabalho desenvolvido e de que forma podemos garantir uma maior qualidade”.
A integrante da equipe da Divisão de Ação Social da Embasa, Ana Cardoso, avaliou a conclusão do módulo, tanto do ponto de vista da formação profissional quanto para a atuação nas instituições envolvidas. “Um ponto importante é a integração entre os conceitos teóricos e a rotina dos profissionais. Isso gerou um aprendizado para as equipes de não apenas reproduzir modelos, mas buscar o sentido daquela ação, o que queremos com aquilo e como podemos atuar de forma participativa para atender as instituições e as comunidades”.
Iniciativa – O processo de capacitação é uma ação conjunta entre as secretarias estaduais do Meio Ambiente (Sema) e do Desenvolvimento Urbano, Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder) e Ministério das Cidades. Com previsão para iniciar em dezembro, o segundo módulo abordará aspectos técnicos da fiscalização, legislação e políticas públicas.
Fonte: Ascom/Sema