O combate ao desmatamento, apontado como o maior vilão brasileiro na emissão de gases do efeito estufa, foi o principal tema dos debates da delegação brasileira, participante da 13ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para a Mudança do Clima (COP-13), ocorrida em Bali, na Indonésia.
Para efetivar mais uma medida atenuante do problema, envolvendo metas mais rígidas, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas propôs na COP-13 a elaboração de um Plano Nacional para Mitigação da Mudança do Clima. Defendeu ainda o incentivo financeiro, através de fundos monetários internacionais mantidos por países ricos, para a redução do desmate em áreas florestais dos países em desenvolvimento.
A coordenadora da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Semarh), Adriana Diniz, participou do evento, incrementando as ações e políticas instituídas pelo Fórum Baiano de Mudanças Climáticas e Biodiversidade, do qual é representante. “Pela primeira vez, a redução do desmatamento foi considerada como uma ferramenta de mitigação do aquecimento global, o que representou um significativo avanço nas discussões”, disse.
Ainda de acordo com Diniz, houve um importante crescimento também nas negociações de metas quantificáveis de redução das emissões pelos países do G-77, formado por países em desenvolvimento e liderado pelo Brasil, China, Índia e África do Sul. “Um grupo de trabalho foi criado especialmente para dialogar com o G-77, sendo liderado pelo brasileiro Luiz Alberto Figueiredo Machado, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores", comemorou.
A delegação brasileira em Bali foi constituída por representantes do Itamaraty, Ministério do Meio Ambiente, Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, em âmbito federal, e dos fóruns estaduais de Mudanças Climáticas da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
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