Eventos marcam o Dia Nacional do Cerrado

13/09/2010

09.09.10 - Em comemoração à Semana do Cerrado e ao Ano Internacional da Biodiversidade, será realizado entre os dias 08 e 11 de setembro, o VI Seminário do Cerrado, que será realizado no Centro Cultural Rivelino Silva de Carvalho, em Barreiras. A programação, que inclui mini-cursos, palestras e mesas-redondas, deve reunir cerca de 300 pessoas. Também em homenagem ao Dia Nacional do Cerrado, comemorado no dia 11 de setembro, será realizada em Salvador a exposição fotográfica itinerante “A Recriação do Olhar sobre o Cerrado Baiano”, em cartaz a partir da próxima terça-feira (14), na Praça Campo Grande, em Salvador, com entrada gratuita.  

Durante o Seminário do Cerrado – promovido pelo Instituto Bioeste, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Secretaria de Educação de Barreiras e Agência 10envolvimento – temas como a regularização ambiental de imóveis rurais, educação ambiental e a relação entre o desenvolvimento agrícola e as populações tradicionais estarão na pauta. Os mini-cursos abordarão temas como sistemas agroflorestais, compostagem, planejamento e gestão ambiental. O último dia será reservado para atrações artísticas e culturais, com exposição fotográfica, apresentação de peça de teatro, recital de poesias, feira de artesanatos e apresentação de grupos musicais.

Exposição – A exposição fotográfica, promovida pela Conservação Internacional (CI-Brasil) e Instituto Bioeste, será dividida em cinco eixos temáticos: a biodiversidade, o ser humano, a comida, a água e o clima. A mostra tem o objetivo de sensibilizar a população sobre as belezas e ameaças à região, assim como valorizar seu povo e suas tradições, tão importantes para a manutenção da biodiversidade local e do bem-estar humano.

A mostra, que fica na cidade até o dia 18, seguirá para Camaçari no dia 22 de setembro. Já o oeste baiano receberá a mostra em outubro. A exposição integra o programa Produzir e Conservar, cujo objetivo é inserir práticas sustentáveis na cadeia produtiva do agronegócio e implementar ações em prol da conservação no Cerrado e na Mata Atlântica.

As fotografias foram produzidas durante uma expedição pelo extremo oeste da Bahia, realizada em maio deste ano. Na ocasião, 18 moradores locais produziram mais de sete mil cliques ao longo dos 900 km rodados nos municípios de Barreiras, Luis Eduardo Magalhães, São Desidério, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia. O olhar de fotógrafos da natureza, como Adriano Gambarini e Luciano Candisani, também é contemplado pela exposição. Painéis removíveis e instalações, como a de um bebedouro com a “água do futuro”, proporcionam ao visitante uma maior interação com as imagens da região.

A exposição pretende mostrar alternativas e informações muitas vezes desconhecidas. Desde lugares paradisíacos na região, como a Lagoa Azul, em São Desidério, e o artesanato com capim dourado, produzido pelas mulheres da comunidade de Cacimbinha, em Formosa do Rio Preto, à inserção de boas práticas agrícolas e da variável da sustentabilidade do setor produtivo na região oeste da Bahia, incentivadas pelo programa Produzir e Conservar.

Fonte: Instituto Bioeste