30.08.12 – Com o objetivo de capacitar educadores ambientais que atuam nos municípios baianos, representantes das nove Unidades Regionais (URs) da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) se reuniram até esta quinta-feira (30), para uma rodada de conversa com o tema A educação ambiental como estratégia de fortalecimento dos espaços educadores. A iniciativa integrou a programação do III Encontro de Educadores Ambientais das Unidades Regionais do Meio Ambiente.
Para o superintendente da Sema, Luiz Ferraro, a Educação Ambiental (EA) visa promover um maior engajamento da sociedade na resolução dos problemas socioambientais. “Os conselhos de Unidades de Conservação (UCs) e os Comitês de Bacias são espaços que representam a sociedade. A EA possui, nestes espaços, um potencial enorme de alcance e contribui para que a sociedade entenda os conflitos de interesses e avalie as possibilidades que aquele território representa para aprimorar a qualidade de vida e ambiental”.
A diretora de Educação Ambiental para Sustentabilidade da Sema, Zanna Matos, avalia que a EA, bem como a formação de Câmaras Técnicas de Educação Ambiental (CTs), estão avançando. As CTs dos Comitês de Bacias – na Bahia existem 14 Comitês de Bacias e 45 unidades de conservação – estão previstas em lei e integram o Sistema de Recursos Hídricos. “Nosso objetivo é avançar na criação dessas câmaras para termos condições de fazer com que a Política de Educação Ambiental seja implementada de forma estruturante".
O trabalho desenvolvido nas UCs do Parque Estadual da Serra dos Montes Altos e o Refúgio de Vida Silvestre da Serra dos Montes Altos é um bom exemplo sobre a importância da EA. Localizadas no sudoeste baiano, no Território de Identidade Sertão Produtivo, as unidades foram criadas em novembro de 2010. “Cuidar da educação ambiental é um ato de inteligência política. Percebo que a Sema tem demonstrado sua preocupação com a construção de políticas ambientais”, disse o biólogo e gestor das UCs, Lailton Câmara.
Montes Altos – Para Câmara, o interessante no encontro é o debate para a formação de opiniões em relação às estratégias de EA nos colegiados, que contribuirão para a gestão de bacias hidrográficas e UCs. “Na próxima reunião do Conselho, já vamos propor a formação de um grupo para trabalhar a criação de uma CT. Além disso, vamos pensar em estratégias que mobilizem e envolvam associações e sindicatos, que é onde estão inseridas as bases comunitárias, para trabalhar a EA”, adiantou o biólogo.
As duas UCs abrangem seis municípios – Guanambi, Palmas do Monte Alto, Candiba, Sebastião Laranjeiras, Urandi e Pindaí – com 20 mil hectares de áreas protegidas no Parque e outros 26 mil hectares do Refúgio. Antes da sua criação, a região sofria com atividades degradantes, como a produção de carvão, queimadas e a retirada de madeira ilegal. “Este cenário está mudado. Além do envolvimento da população, temos a presença de várias universidades que desenvolvem pesquisas nas unidades”.
A região é rica em recursos hídricos, com três cachoeiras e 148 nascentes, com a presença de felinos e outros mamíferos de grande porte, além de espécies da flora e fauna em extinção. Existe ainda um rico patrimônio cultural, com sítios arqueoastronômicos e arqueológicos, além de artes rupestres, localizadas em grutas.
Conselhos e UCs – Nas duas Unidades, o Conselho Gestor é formado por 37 membros (14 da sociedade civil, 14 do setor publico e oito do setor empresarial). Os conselhos gestores são fóruns compostos por atores sociais envolvidos com as UCs (agentes públicos, sociedade civil e empreendedores locais), formados por representantes que se reúnem para discutir e buscar alternativas para as questões ligadas à conservação, ordenamento do solo e gestão ambiental nas unidades.
Fonte: Ascom Sema