15.03.12 – A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) promove, até esta sexta-feira (15), o Seminário Preparatório para o Programa de Formação Continuada em Meio Ambiente e Recursos Hídricos. O encontro tem como objetivo discutir conteúdo e metodologia dos cursos que serão oferecidos a partir de maio. O projeto – que conta com apoio da Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), contratada para fornecer 5.140 horas de capacitação – envolverá cerca de 2 mil pessoas e será concluído num prazo de até 2 anos.
O superintendente de Estudos e Pesquisas Ambientais da Sema, Luiz Ferraro Junior, apresentou o projeto para servidores da Sema, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e convidados. “Nosso objetivo é discutir conceitos e temas da política de gestão de meio ambiente e de recursos hídricos para promover a capacitação do Sistema Estadual do Meio Ambiente (Sisema). A ideia é que sejam oferecidos cursos básicos, específicos e avançados de acordo com a necessidade de cada área”, explicou.
A superintendente-geral da Flem, Vera Queiroz, acrescentou que este é um projeto inovador e, ao mesmo tempo, desafiador. “Nosso objetivo é alinhar temas e propósitos para que possamos atingir nosso objetivo, que é a formação, desenvolvendo as competências gerenciais e especificas em todos os envolvidos. Para que isso ocorra, a Flem estará junto à Sema por dois anos, promovendo uma formação continuada para melhorar e aperfeiçoar os processos, além de apoiar a modernização do serviço público com este programa, que tem um grande alcance”, considerou.
Gestão Ambiental – Após a abertura do seminário, o secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, proferiu a palestra Principais Diretrizes da nova Gestão Ambiental na Bahia: o desafio da integração. O secretário disse que investir em treinamento e capacitação deve ser uma prática permanente, pois é fundamental para a integração e fortalecimento das políticas públicas voltadas para a gestão ambiental no Estado.
“Precisamos integrar, por exemplo, o Zoneamento Ecológico Econômico com outros instrumentos, como os Planos de Bacias, Áreas Prioritárias para Conservação, Planos de Manejo e Gestão de Unidades de Conservação, entre outros. Com isso, buscamos incentivar uma visão integrada para melhoria e fortalecimento da qualidade da gestão ambiental compartilhada”, avaliou.
Formação continuada – De acordo com a diretora de Estudos Avançados de Meio Ambiente (Deama), Kitty Tavares, o programa de formação terá um público abrangente, envolvendo servidores da Sema e Inema, incluindo os novos 179 servidores concursados e representantes das Unidades Regionais. Também poderão participar membros dos colegiados ambientais, dos conselhos gestores de Unidades de Conservação e Comitês de Bacias, bem como a sociedade civil envolvida nesses colegiados, além das Comissões Técnicas de Garantia Ambiental, representantes municipais e do Programa de Gestão Ambiental Compartilhada (GAC).
Áreas temáticas – Instrumentos de comando e controle, de planejamento e gestão ambiental estratégica são alguns temas que serão trabalhados no programa de formação, previsto para iniciar em maio. Também haverá cursos que vão tratar de temas específicos, como a gestão integrada dos instrumentos da política ambiental, dos recursos hídricos, de fauna e flora, manejo da cobertura vegetal, conservação da biodiversidade e planejamento ambiental. “Estes temas surgiram por meio de pesquisas com base nas necessidades de treinamento da Sema e Inema, de questionários, fichas de sondagem aplicadas aos colegiados e municípios e também das deliberações das conferências”, finalizou Kitty Tavares.
Fonte: Ascom/Sema