20/11/2018 - 19:46

Mostra de turbantes de Negra Jhô reverencia ancestralidade no Museu Udo Knoff

O trabalho de Negra Jhô, há mais de 50 anos confeccionando turbantes, está exposto na mostra ‘Coroa de Ouro: Torsos e Turbantes’, aberta nesta terça-feira (20), Dia da Consciência Negra, no Museu Udo Knoff, no Pelourinho. O evento faz parte da programação do Novembro Negro, promovida pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/Ipac).

“Este é mais um evento que homenageia essa data, que é simbólica para todo o movimento negro. Negra Jhô simboliza a mulher negra empoderada. É uma mulher que usou a estética para manifestar o seu desejo de que todas as mulheres pudessem assumir o seu padrão de beleza. Ela trabalha desde muito jovem aqui no Pelourinho, elevando a autoestima das mulheres negras”, comentou a secretária da Cultura do Estado, Arany Santana.

Os 21 turbantes, que homenageiam personalidades negras e elementos da cultura afro, ficam em exposição até 25 de janeiro no local, que também oferece oficina, palestra e sarau de poesias. No encerramento da exposição, o público poderá apreciar os modelos num desfile que mostrará os torsos e turbantes da mostra, além de indumentárias produzidas por estilistas e grifes afro-baianas.

“Esta é a terceira edição da exposição Coroa de Ouro, que deve ficar aqui por três meses. Além disso temos oficinas de maquiagem, maquiagem artística, oficinas de bonecos, artesanato com material reciclado, turbantes e trançados, além de palestras com foco na nossa autoestima e valorização da ancestralidade”, afirma a artesã Negra Jhô.

Cabeleireira, esteticista afro e hair designer, Negra Jhô começou sua carreira nas ruas do Pelourinho, com apenas uma cadeira. Hoje, assina penteados e turbantes que fazem a cabeça de turistas, baianos e artistas.


Repórter: Raul Rodrigues