18/04/2018
Diretores de diversas escolas estaduais participaram, na tarde desta terça-feira (17), de uma roda de conversa da Terapia Comunitária Integrativa (TCI). Promovida pela Ouvidoria Geral do Estado (OGE), a iniciativa faz parte das ações da formação Cidadão em Ação e teve como objetivo apresentar aos gestores a metodologia criada para o enfrentamento das tensões, temores, frustrações e preconceitos que permeiam as relações pessoais e interpessoais.
O encontro contou com a participação de Maria das Graças Farani, coordenadora da Associação Brasileira de Terapia Comunitária Integrativa (ABRATECOM) e reuniu diretores do NTE 26 e do Fórum de Dirigentes Escolares Estadual.
“A TCI promove uma reflexão, através da escuta e vivência de todos os participantes, possibilitando o aperfeiçoamento dos relacionamentos interpessoais e pessoais quando nos colocamos no lugar do outro”, disse Farani, destacando a importância da terapia para o ambiente escolar. 

Para o ouvidor geral do Estado, José Maria Dutra, a terapia pode qualificar as relações através da empatia no ouvir e falar as experiências de vida de cada um. “A TCI é uma oportunidade de fortalecer o potencial dos grupos sociais, criando vínculos para uma atuação coletiva nas diversas áreas”, enfatizou.
Convivência em grupo
A Formação Cidadão em Ação: formando agentes sociais para o fortalecimento da cidadania consiste em despertar a consciência social para assuntos como classes sociais, ideologia dominante e a convivência em grupo. Ela visa promover a qualidade da participação social.
“A eficácia do protagonismo social está ligada à atuação dos indivíduos em grupos. Para isso, são necessários a desconstrução de modelos de aprendizagem que enfatizam o medo, a vergonha e a culpa; a desconstrução da cultura desumanizante que enfraquece a convivência humanizada entre as pessoas; a criação de vínculos positivos; e a promoção da valorização, aceitação e empatia nas relações.”
TCI
Criada pelo psiquiatra e professor Adalberto Barreto, a Terapia Comunitária Integrativa é um instrumento que construção de redes sociais solidárias de promoção da vida e para a mobilização dos recursos e das competências dos indivíduos, das famílias e das comunidades.
Procura suscitar a dimensão terapêutica do próprio grupo valorizando a herança cultural dos nossos antepassados indígenas, africanos, europeus e orientais, bem como o saber produzido pela experiência de vida de cada um.