PGE viabiliza realização do Carnaval Ouro Negro

17/02/2009



O modelo de gestão do Carnaval de Salvador, que  passa  por  importantes mudanças , é um exemplo de experiência bem sucedida, da construção coletiva entre os Procuradores do  Estado  e os gestores da Secretaria de Cultura.  A participação da equipe da PGE foi decisiva para materializar a primeira experiência de seleção pública, com critérios transparentes de como foi utilizado o dinheiro público no Carnaval. Por estarem com a documentação completa e legalmente amparada, 49 entidades  carnavalescas  tiveram seus pagamentos realizados  no final de  2008, no valor total de R$ 1.239.425,00. No inicio deste ano mais 49 tiveram liquidação no total de R$ 917.500,00  e os demais ainda estão em fase de pagamento.

O objetivo maior do trabalho  realizado  foi a  implementação de políticas que tenham um alcance maior do que o mero patrocínio, a exemplo do  Carnaval Ouro Negro.  A Secretária de Cultura almejava divulgar a genuína cultura que incrementa e diferencia a festa momesca no Estado e possibilitar “uma aproximação  respeitosa com os movimentos sociais organizados que garantem a beleza e singularidade do Carnaval”, declarou o Secretario Márcio Meireles.

O projeto tem como principal conquista,  o modo de repasse das verbas, feito  individualmente, ou seja, bloco a bloco (sem a intermediação dos coletivos e fóruns), a partir de critérios objetivos e transparentes, definidos em conjunto com o Conselho de Carnaval.

De acordo com a procuradora do Estado, Cléia  Costa  dos Santos, integrante da equipe que foi  convocada para prestar o assessoramento desde a fase de construção do processo , foram estabelecidos critérios de pontuação para definir o valor do aporte financeiro. O número de associados, o circuito de desfile, a idade e o histórico do bloco, o uso de fantasias ou abadás, entre outros, foram alguns dos parâmetros considerados. Isso permitiu a criação de categorias e o desenho do perfil de cada entidade. Ela esclarece ainda que o modelo de repasse das verbas escolhido foi o de contratação de serviços, definido junto com a Procuradoria Geral do Estado (PGE).

A PGE examinou  editais, acompanhou o processo de seleção e orientou  comissões, inclusive na contratação de projetos de artistas independentes para os espaços e trios que a SECULT conseguiu garantir nos circuitos do Carnaval e previamente determinados nas Resoluções do Conselho Municipal do Carnaval – COMCAR.

A procuradora Cléia Costa dos  Santos  informou ainda, que  a partir de 2010 o Programa Carnaval Ouro Negro deve seguir o mesmo modelo dos outros editais do Estado. “ Serão capacitados os gestores dos blocos para que eles entendam as modalidades de contratação para essa nova fase que começa em 2010”, disse.



Fonte: PGE/ASCOM