PGE debate Saúde Pública

22/04/2009



O Direito  Constitucional á saúde, as politicas publicas, escassez de recursos e a garantia de acesso a saúde  foram os  temas  discutidos  hoje (22)  durante  o I Encontro sobre  Saúde Pública promovido pela  Procuradoria Geral do Estado no auditório da Secretaria de Indústria e Comércio.   A necessidade de implementar uma politica publica de saúde planejada  e eficaz, e que   direcione seu objetivo central na  prevenção das doenças foi o foco de todas as discussões do encontro.  O evento teve como público alvo procuradores, membros do Tribunal de Justiça, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, Defensores Públicos e Servidores das Secretarias de Saúde Estadual e Municipal.

A abertura do encontro foi  realizada pelo Procurador Geral do Estado, Rui Moraes Cruz, que  afirmou ser o Direito a Saúde uma questão cotidiana  nos trabalhos  da PGE e que por isso “necessita  ser discutida amplamente”. Ao final do encontro os participantes elaboraram  os anais para apresentação em  audiência pública do Supremo Tribunal Federal nos dias 27 e 28.

A primeira conferência foi  proferida pelo procurador Marcos Sampaio de Souza, que falou  sobre “O Direito Constitucional à saúde e as políticas públicas: escassez de recursos e a garantia de acesso”. O procurador alertou quanto aos desafios para a implementação de normas jurídicas que  levem em conta os recursos limitados e as necessidades ilimitadas  da área da Saúde. “ De fato  o custo dos direitos e a escassez de recursos são pressupostos que precisam ser enfrentados e a capacidade orçamentária  deve ser  examinada a luz das prioridades constitucionais”, afirmou.

Na seqüência a  promotora pública do Estado da Bahia, Itana Viana  abordou  a importância  da promoção da saúde e a garantia da assistência, e afirmou  “ que a orçamentação feita na base das necessidades da saúde resolveria em cerca de 80% os problemas da área.”  O juiz federal da Seção Judiciária do Estado, Aílton Schramm da Rocha deu continuidade ao debate e opinou pela necessidade do equilíbrio  entre o atendimento do conjunto minimo de garantias a vida do cidadão que tem que ser atendido  e a “diferenciação entre os  custos e os valores do direito a saúde que precisa ser feito”, pontuou.

Ainda pela manhã,  as palestrantes  Gisélia Souza, Superintendente da SESAB, e  Rita Virgínia Marques Ribeiro, Conselheira do CREMEB/BA apresentaram o painel “Organização Pública do Atendimento à Saúde”, sobre “Protocolo SUS sobre medicamentos e procedimentos/critérios de inclusão, necessidade de atualização constante e observância obrigatória”, “Importação de medicamentos e acesso a novas tecnologias de caráter experimental” e “Alternatividade e eficiência de tratamentos e a Indústria de Medicamentos”. Gisélia Souza  reafirmou o posicionamento do estado na necessidade de intervir na integralidade em ações do Direito a saúde, e informou que “ apenas 25 a 70%  dos gastos em saúde nos países em desenvolvimento correspondem a medicamentos, comparado com menos 15% nos países desenvolvidos”.



Fonte: PGE/ASCOM