06/08/2024
Negociar efetivamente é uma habilidade essencial em todos os contextos profissionais e pessoais e é indispensável para o sucesso de qualquer organização. E por ser uma aptidão utilizada no cotidiano da Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento (CEA) está promovendo para os servidores do órgão, o Workshop "Teoria e Ferramentas do Projeto de Negociação de Harvard", na sede do Instituto Anísio Teixeira.
A capacitação com a primeira turma começou nesta terça-feira (06) e segue até quarta (07), totalizando 16 horas-aula de carga horária com muito conteúdo teórico e prático para aprimorar e desenvolver as capacidades individuais e coletivas dos participantes. Na manhã deste primeiro dia, os cerca de 40 procuradores conheceram um pouco da história que levou o prof. Roger Fisher a criar o modelo de negociação na Universidade de Harvard, compreenderam os objetivos específicos do curso e participaram de dinâmicas com estudos de caso, onde já puderam aplicar o modelo em contextos de baixo risco.
O principal objetivo do evento é oferecer aos participantes uma compreensão aprofundada do Modelo de Negociação de Harvard, desenvolvido pelo renomado Prof. Roger Fisher e seus colegas e aplicado pela CMI Interser tanto em suas consultorias quanto em seus treinamentos. "A negociação acontece o tempo inteiro no nosso trabalho e nas nossas vidas. Se a outra parte não está consciente, ela pode ser influenciada", disse o instrutor do Workshop, Henri Krause, ao informar que um dos objetivos específicos do treinamento é aumentar a percepção sobre a onipresença da negociação.
Interação humana – Durante os dois dias de evento, os participantes terão a oportunidade de explorar seus perfis individuais, aprender técnicas eficazes de negociação e compreender como aplicar essas ferramentas para ampliar suas habilidades no futuro, principalmente em suas atribuições dentro da PGE-BA. A procuradora Cristiane Magalhães, do Núcleo de Licitações e Contratos, já conhece a metodologia e decidiu se inscrever para fazer uma revisão. "Meu sonho é um dia poder integrar uma Câmara de Composição de Litígio, que demanda ainda mais esta habilidade de negociação", revelou.
Especialista em negócios e estratégia empresarial, Henri Krause ressaltou que o enfoque do curso está no gerenciamento de situações em que tanto os resultados quanto os relacionamentos são essenciais e interligados: “Nossa expertise é contribuir em tudo o que envolve a interação humana”, disse o CEO da CMI Brasil.
Origem do modelo de negociação - A CMI, empresa que está ministrando o Workshop de Negociação para a Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), foi criada para prestar consultoria e capacitação no mundo empresarial, fundamentalmente focada na melhoria dos resultados da negociação, mediação e evolução das relações trabalho. Até o final da década de 1960, havia pouca literatura sobre negociação. O prof. Roger Fisher, da Universidade de Harvard, ficou curioso sobre a capacidade que algumas pessoas têm de influenciar outras. Ele pesquisou e descobriu as habilidades dessas pessoas.
A equipe do prof. Fisher passou 18 meses entrevistando e observando as principais lideranças globais. O que todas essas pessoas têm em comum é que, quando elas tomam uma decisão, influenciam muita gente. De posse deste conhecimento, o prof. Roger Fisher foi convidado a colaborar na negociação do então presidente dos EUA, Jimmy Carter, na guerra. O CEO da CMI Brasil, Henri Krauser, ressaltou que, desde então, a negociação deixou de ser vinculada apenas a questões comerciais e passou a ser aplicada em questões humanas e humanitárias também. “O mercado pressionou muito a Universidade depois que passou a trabalhar em questões governamentais. Em função disso, foi fundada a CMI Interser”, relatou.