PGE-BA participa de alinhamento no TJBA para otimizar aplicação de precedentes qualificados

25/03/2026
Sala de reunião com mesa longa e pessoas sentadas ao redor. Homens e mulheres, em trajes formais, participam de uma conversa. Alguns anotam, outros escutam com atenção. Ao fundo, uma tela exibe o título “Semana de Saneamento, Precedentes e Ações Coletivas”. O ambiente é claro, com paredes neutras e painéis coloridos.
ASCOM PGE-BA

A Procuradora Geral Adjunta para Assuntos Jurídicos da Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), Patrícia Saback, participou, na última terça-feira (24), de reunião de alinhamento realizada no Anexo II do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA). O encontro tratou da organização da Semana de Saneamento de Precedentes Qualificados, iniciativa conduzida pelo Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e de Ações Coletivas (NUGEPNAC).

 

O convite foi feito pelo 2º Vice-Presidente do TJBA e responsável pelo núcleo, desembargador Mário Augusto Albiani Alves Júnior, que reuniu representantes da PGE-BA, da OAB-BA, do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e da Defensoria Pública do Estado (DPE-BA) para integrar o processo de alinhamento que antecede a execução do projeto.

 

Criado com base na Resolução nº 235/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Código de Processo Civil, o NUGEPNAC tem como missão uniformizar a gestão dos precedentes qualificados e das ações coletivas, além de apoiar os órgãos julgadores na organização do acervo processual e garantir maior transparência e eficiência ao sistema.

 

Durante a reunião, foram apresentados a metodologia da iniciativa, o cronograma da fase piloto, os critérios de seleção das unidades jurisdicionais participantes e os fluxos de comunicação previstos. Também houve espaço para que as instituições parceiras contribuíssem com sugestões e ajustes.

 

A Semana de Saneamento de Precedentes Qualificados tem como principais objetivos verificar a correta aplicação do sobrestamento de processos nas unidades judiciais e identificar demandas já pacificadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), possibilitando a aplicação imediata das teses firmadas e a consequente redução do tempo de tramitação.

 

Para Patrícia Saback, a iniciativa representa um avanço na construção de um sistema de Justiça mais eficiente e previsível. “O fortalecimento da cultura de precedentes é essencial para assegurar maior segurança jurídica, reduzir a litigiosidade e garantir respostas mais céleres à sociedade. A atuação conjunta das instituições é determinante para o sucesso dessa iniciativa”, destacou.

 

A proposta também reforça o dever de cooperação entre os atores do sistema de Justiça, conforme previsto no Código de Processo Civil, e busca consolidar práticas que contribuam para a duração razoável dos processos e a uniformidade das decisões judiciais.

Fonte
ASCOM PGE-BA
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