Projetos desenvolvidos pela instituição integraram a programação do 4º ComPública, realizado na Câmara dos Deputados, e colocaram em debate iniciativas que unem comunicação, pertencimento, saúde mental e memória institucional.
Experiências desenvolvidas pela Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) ganharam espaço no cenário nacional durante o 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública), realizado em setembro, na Câmara dos Deputados, em Brasília. A instituição participou da programação com a apresentação de dois trabalhos selecionados para os grupos temáticos do evento e com o lançamento nacional do livro Casos e Causos da PGE-BA: entre prazos, cafezinhos e risadas.
Promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) e pela Câmara dos Deputados, o congresso reuniu profissionais, pesquisadores, estudantes e gestores públicos de todo o país para discutir os desafios contemporâneos da comunicação entre instituições e sociedade. A edição de 2026 teve como tema “Uma agenda para a cidadania” e registrou mais de 1,8 mil inscritos dos 26 estados e do Distrito Federal.
A participação da PGE-BA levou ao encontro experiências que partem de diferentes linguagens, mas compartilham um mesmo princípio: utilizar a comunicação pública não apenas para informar, mas também para gerar pertencimento, estimular o cuidado com as pessoas e preservar a memória institucional.
Fotografia, representatividade e pertencimento
Um dos trabalhos selecionados foi “Aqui também é meu lugar: a fotografia como instrumento de comunicação pública, representatividade e pertencimento na Procuradoria Geral do Estado da Bahia”, apresentado no Grupo de Trabalho 4 – Gestão e Regulação da Comunicação.
O projeto mostrou como a fotografia pode ultrapassar sua função meramente ilustrativa e se transformar em instrumento de representatividade. A experiência desenvolvida na PGE-BA colocou trabalhadores e trabalhadoras que integram diferentes áreas e funções da instituição no centro da narrativa visual, reforçando a percepção de que todos participam da construção cotidiana da Procuradoria.
A iniciativa nasceu do olhar para uma questão essencial à comunicação interna: quem aparece quando uma instituição conta a própria história? A partir dessa reflexão, o projeto passou a utilizar a imagem para ampliar vozes, rostos e experiências representadas na comunicação institucional.
Ao ser levado ao ComPública, o trabalho possibilitou compartilhar com profissionais de diferentes instituições brasileiras uma experiência que associa comunicação, diversidade e pertencimento e que reconhece a fotografia como ferramenta capaz de fortalecer vínculos dentro do serviço público.
Comunicação que também cuida
Outra experiência selecionada para o 4º ComPública foi “Degraus da Reflexão”, apresentada no Grupo de Trabalho 6 – Projetos, Produtos e Serviços.
Desenvolvido pela PGE-BA durante o Novembro Negro, o projeto utilizou os degraus das escadas da instituição como suporte para mensagens de reflexão e conscientização sobre racismo, igualdade racial, respeito e representatividade.
A intervenção transformou um espaço cotidiano de circulação em instrumento de comunicação e sensibilização. A cada degrau, servidores, procuradores, colaboradores e visitantes eram convidados a refletir sobre questões raciais e sobre o papel de cada pessoa na construção de relações mais igualitárias.
Ao ocupar de forma criativa o ambiente institucional, “Degraus da Reflexão” mostrou como a comunicação pública pode ultrapassar os canais tradicionais e contribuir para debates sociais relevantes, aproximando informação, experiência e conscientização.
Selecionado para apresentação no ComPública, o projeto levou a Brasília uma experiência da PGE-BA que utiliza a comunicação como ferramenta de promoção da equidade racial e de fortalecimento de uma cultura institucional baseada no respeito, na diversidade e no pertencimento.
Experiências locais, diálogo nacional
A presença no Congresso permitiu ainda intercâmbio com profissionais de comunicação de órgãos públicos das diferentes regiões brasileiras, em uma programação dedicada a temas como transparência, acessibilidade, inteligência artificial, enfrentamento à desinformação e fortalecimento da relação entre Estado e cidadão.
Ao compartilhar projetos desenvolvidos na Bahia, a PGE-BA também colocou suas experiências em diálogo com práticas de outras instituições e ampliou a circulação de iniciativas concebidas originalmente para responder a desafios internos.
Mais do que participar de um congresso, a presença da Procuradoria no ComPública mostrou que projetos nascidos no cotidiano institucional podem ultrapassar fronteiras quando transformam comunicação em experiência.
Em Brasília, a PGE-BA apresentou justamente isso: uma comunicação que informa, mas também representa; que divulga, mas também acolhe; e que registra o presente sem deixar que a memória se perca.