10/04/2015
"Fico muito feliz de estar aqui hoje, nesta fase tão inspiradora da PGE, comemorando os seus 49 anos de fundação. Tivemos um passado de muita luta e dificuldade, mas avançamos, melhor ainda, criamos condições para continuarmos a avançar. Criamos a base para um novo momento, um caminho para o futuro”. Assim o Procurador Geral do Estado, Paulo Moreno Carvalho, abriu, na manhã desta sexta-feira (10), a solenidade de comemoração dos 49 anos de fundação da Procuradoria Geral do Estado.
O Procurador Geral falou ainda do atual momento que o país vive, segundo ele, uma fase de muita dificuldade e de conturbação ética e política, e da necessidade de se pensar e resignificar o modelo político e jurídico com o qual o cidadão tem se deparado. “Todos devem estar antenados para que possamos entender nosso papel neste momento e saber como aproveitar esta fase de tanto tumulto e indecisão. Temos que pensar no que fazer para avançarmos na nossa democracia. Não nos cabe apenas traduzir conceitos jurídicos. Nosso papel é efetivamente criativo. Precisamos fazer mais com menos. Fazer melhor com menos”, refletiu.
Também presente, o presidente da Associação de Procuradores do Estado da Bahia, Marcos Sampaio de Souza, falou da luta da APEB pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 82/2007 que, segundo ele, é um importante instrumento de combate à corrupção e de fortalecimento da Advocacia Pública e da própria gestão pública. “Este é, sem dúvida, um momento histórico, de muita luta e esforço pela aprovação da PEC 82/07, que dará autonomia e equilíbrio à Advocacia Pública. Somos responsáveis pela construção e aprimoramento das políticas públicas e pela melhor gestão dos interesses públicos. Essa luta não pode ser enfraquecida. Essa é nossa maior batalha e será nossa maior vitória. Espero que no cinqüentenário da PGE possamos comemorar a aprovação da PEC 82”.
Dando continuidade à programação, o Procurador do Estado do Rio de Janeiro, Gustavo Binenbojm, ministrou palestra sobre o tema “Advocacia Pública, Políticas Públicas e o Novo Direito Administrativo. O Advogado Público no Divã?”. O palestrante afirmou que a Advocacia Pública não é função de governo, mas de Estado, e que deve ter uma atuação permanente, apartidária e neutral. Para Gustavo Binenbojm, Advocacia Pública é uma instituição estruturante do Estado Democrático de Direito e que tem como função estabelecer a comunicação entre os subsistemas sociais da política e do direito. “O advogado público não é um juiz administrativo nem um Ministério Público interno da Administração Pública. A ele cabe contribuir para a implementação de políticas públicas legítimas, definidas democraticamente pelo povo”, analisou. O procurador do Rio de janeiro afirmou também que a diferença entre o advogado público e o privado é a possibilidade de dizer não e finalizou desejando que “o otimismo da razão supere o pessimismo da vontade”.
Ainda pela manhã os presentes assistiram às apresentações do Coral PGE Encanto e do Grupo do Grupo de Música de Câmara Neojibá.
Fonte: ASCOM/PGE