Sesab contabiliza 803 transplantes de órgãos esse ano

Publicado: 23/10/2026 Última atualização: 26/10/2026 às 11:54

A Secretaria da Saúde do Estado, por meio do Sistema Estadual de Transplante, contabilizou esse ano, até o último mês de setembro, um total de 712 doações de órgãos, viabilizando a realização de 803 transplantes. No dia de ontem (22), o  Sistema Estadual de Transplantes registrou três doações de órgãos, no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana; Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães em Porto Seguro, e no Hospital Municipal de Salvador. Hoje, no Hospital do Oeste, em Barreiras, foi registrada uma doação de múltiplos órgãos.   

A negativa familiar e o desconhecimento da sociedade sobre o processo de doação e transplante ainda são alguns dos principais obstáculos para o aumento no número de transplantes. “Por não conhecerem como se dá a doação, muitas famílias negam”, comenta o coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, Eraldo Moura.  Ainda de acordo com o médico, um aspecto positivo para o processo de doação e transplante de órgãos foi o credenciamento, esse ano, de uma nova unidade para transplante renal e cardíaco – o IBR, em Vitória da Conquista, a ampliação da capacidade do Hospital Ana Nery para realização de transplantes e o credenciamento do Hospital Martagão Gesteira para transplante pediátrico de rim, de fígado e de medula.

Além disso, a Sesab continua investindo na capacitação de recursos humanos e, no ano passado, promoveu 22 cursos para médicos para diagnóstico de morte encefálica, além de diversos outros cursos de treinamento no processo de doação de órgãos, voltados para profissionais de diversas áreas. A ampliação das ações de divulgação e a realização de eventos com diversos parceiros, a exemplo da Polícia Militar, Sesc e Polícia Rodoviária, entre outros, também impactaram positivamente nos resultados observados.

A lista de espera por um órgão funciona baseada em critérios técnicos, em que a tipagem sanguínea, compatibilidade de peso e altura, compatibilidade genética e critérios de gravidade distintos para cada órgão determinam a ordem de pacientes a serem transplantados. Quando os critérios técnicos são semelhantes, a ordem cronológica de cadastro, ou seja, a ordem de chegada, funciona como critério de desempate. Pacientes em estado crítico são atendidos com prioridade, em razão de sua condição clínica.

Além disso, algumas situações de extrema gravidade com risco de morte e condições clínicas de um paciente aguardando transplante também são determinantes na organização da fila do transplante. São eventos determinantes de prioridade na fila de doação: a impossibilidade total de acesso para diálise (filtração do sangue), no caso de doentes renais; a insuficiência hepática aguda grave, para doentes do fígado; necessidade de assistência circulatória, para pacientes cardiopatas; e rejeição de órgãos recentes transplantados. Cabe destacar que a lista é única tanto para pacientes do SUS quanto da rede privada.

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