No Brasil, o Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR), instituído desde 1973, coordena ações integradas de vigilância, prevenção e controle da doença, com destaque para a vacinação anual de cães e gatos, o monitoramento de casos suspeitos em animais e humanos, além da oferta gratuita de atendimento antirrábico no Sistema Único de Saúde (SUS). Essas estratégias têm contribuído de forma significativa para a redução dos casos de raiva humana no país.
A prevenção da raiva envolve cuidados individuais e coletivos. É fundamental manter a vacinação de cães e gatos em dia, evitar o contato com animais desconhecidos ou silvestres (como morcegos, saguis e raposas) e não tocar em animais doentes ou mortos. Em áreas rurais, a atenção com animais de produção também é importante, considerando o papel dos morcegos hematófagos na transmissão da doença.
Em caso de agressão por animal, a pessoa deve procurar imediatamente um serviço de saúde, independentemente da gravidade do ferimento. O atendimento rápido permite a avaliação do risco e a indicação adequada da profilaxia pós-exposição, que pode incluir além da limpeza da ferida, vacinação antirrábica e, em situações específicas, a administração do soro antirrábico. Não se deve aguardar o aparecimento de sintomas, pois a raiva é praticamente fatal.