Palestrante é exemplo da importância do diagnóstico precoce do câncer mama

Publicado: 16/10/2019 Última atualização: 06/10/2026 às 09:00


"Não sou digna de pena. Sou digna de respeito. Eu sou mais forte de que
todas as minhas cicatrizes. Foram 16 cirurgias, mas estou viva e procuro
viver a vida que não terminou, porque descobri o câncer de mama no
estágio inicial". Com muita segurança, a bancária aposentada Maristela
Viana Maciel, 57 anos, mostrou sua garra, força e fé na palestra que fez
hoje para pacientes e servidores do Centro de Diabetes e Endocrinologia
da Bahia (Cedeba), na programação do Outubro Rosa - fez palestra
também em 2016 e 2017-, destacando a importância do diagnóstico precoce -
quando a chance de cura chega a 95% - e da necessidade de estar atento
aos fatores de risco.



Maristela, que passou recentemente por cirurgia para retirada da outra
mama, depois que um estudo genético sinalizou que havia risco de novo
câncer, não perde o ânimo. Nas suas palestras, bem didáticas, traz dados
estatísticos do Instituto Nacional do Câncer (INCA), que apontam 57,9
mil casos de câncer/ano e 16,9 mil mortes. Mas o número elevado de
mortes - pontuou - é pela falta de diagnóstico precoce. "Se eu não
tivesse descoberto o câncer de mama na fase inicial, não estaria aqui
com vocês. Por isso, peço que se amem, se cuidem e levem também essa
orientação para a família e a comunidade onde vocês vivem".


O ANO TODO



As estatísticas mostram que apenas 11% dos casos de câncer de mama são
diagnosticados na fase inicial, alertou a palestrante, que também já
teve câncer de tireóide e foi alertada para o risco de perder a voz, mas
era na fase inicial e ela descobriu fazendo exames de prevenção, que
sinalizaram a presença de nódulos em vários órgãos. Em 2010, com o
diagnóstico de câncer de mama, fez mastectomia da mama direita, e um ano
antes do diagnóstico, o resultado da mamografia foi normal.



Maristela cita sua experiência para alertar que "não basta fazer o
auto-exame que não detecta nódulos menores que um centímetro. É preciso
fazer mamografia anualmente depois dos 50. No caso das mulheres mais
jovens, com mamas mais densas a ultrassonografia também é muito
importante. Por isso - pontuou - não é para esperar pelo Outubro Rosa,
já que a prevenção deve acontecer todo o ano. Mesmo com esse pensamento,
Maristela não abre mão de blusa na cor rosa e, ao encerrar a palestra
distribui lacinhos para motivar e lembrar da Campanha.



Ela apresentou informações sobre os fatores de risco para o câncer de
mama, que fazem parte do material divulgado na Campanha do Outubro Rosa:
idade avançada, primeira menstruação antes do 12 anos, menopausa tardia
((última menstruação após os 50), histórico familiar (parente de
primeiro grau com a doença), ingestão regular de álcool, não ter filhos,
ou ter o primeiro filho depois dos 30 anos, sedentarismo, obesidade,
dieta rica em gordura e fumo. Mas ficar atento aos fatores e risco e
fazer exames preventivos não é suficiente. É preciso - destacou - fazer
os exames e pegá-los para levar ao médico.



Hoje Maristela faz palestras para levar o seu exemplo. Trabalho
voluntário que começou depois de conhecer o Núcleo de Apoio às Pessoas
com Câncer (NASPEC). Por ter enfrentado os problemas decorrentes do
câncer, considera mais fácil falar sobre a doença. Além do câncer, já
enfrentou muitos problemas de saúde, tendo sido submetida a 16
cirurgias, mas "não perco o ânimo", pontua.



Além das palestras, Maristela interage muito nas redes sociais, no seu
Facebook, (Maristela Maciel) e instagram @maristelavianamaciel e faz
questão de divulgar seu telefone (71) 99977-3605, para quem quiser
contatá-la para fazer palestras e conhecer sua batalha contra o câncer
de mama.


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