Teixeira de Freitas: Vigilância sanitária fiscaliza ação de distribuição de medicamentos em igreja

Publicado: 15/07/2020 Última atualização: 06/10/2026 às 09:00
As vigilâncias sanitárias do estado e do município de Teixeira de Freitas fizeram uma ação conjunta de fiscalização nesta segunda-feira (13), após denúncias de que uma igreja estaria distribuindo medicamentos controlados para a população. As equipes de fiscalização impediram a distribuição, em virtude do local não possuir farmacêutico, nem alvará sanitário, bem como levaram para análise amostras dos medicamentos manipulados. O Ministério Público também foi acionado para avaliar a iniciativa e adotar as medidas cabíveis.

Desde o início da pandemia do coronavírus, os brasileiros são bombardeados diariamente, sobretudo pelas redes sociais, com notícias sobre remédios milagrosos que estariam curando ou prevenindo contra a Covid-19. Um dos grandes perigos é que diversos grupos estão espalhando muitas fake news sobre a temática, com objetivo de confundir a população ou criar atritos políticos, se aproveitando da boa fé, do desespero e medo das pessoas, até mesmo para lucrar financeiramente.

Três dessas substâncias são mais recorrentes nas conversas sobre o assunto: cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina. Vale destacar que há uma evolução muito grande nos modos de tratamento, visto que é uma doença nova e toda a comunidade médica e científica aprende diariamente. Os médicos especialistas procuram organizar protocolos de tratamento para não prejudicar os pacientes com remédios experimentais. O Instituto Couto Maia, por exemplo, que é um dos principais hospitais na Bahia no atendimento a pacientes graves com diagnóstico de Covid-19, possui protocolo clínico disponível no site www.institocoutomaia.com.br e não utiliza cloroquina, hidroxicloroquina ou ivermectina no tratamento.

O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, destaca que "não existe comprovação científica da eficácia desses medicamentos no combate ao coronavírus. Ao contrário do que alguns tem difundido, existem evidências de que os remédios podem fazer mal à saúde", afirma o secretário, ao pontuar ainda que essas medicações são controladas e só devem ser liberadas com receita.

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