A busca pelo reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) da pluma de algodão branco produzida no Oeste da Bahia avançou mais um passo nesta terça-feira (7), durante reunião promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). A tonalidade branca da pluma, considerada única no país, está diretamente relacionada às características do solo da região, somadas a um conjunto de técnicas produtivas aprimoradas ao longo dos anos, como mecanização, irrigação e controle sanitário.
Durante a reunião, o secretário da Agricultura da Bahia, Vivaldo Góis, destacou o papel da articulação entre governo e produtores - a Seagri coordena o Fórum Baiano de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas. “Estamos trabalhando para reconhecer e valorizar aquilo que o nosso produtor já construiu com excelência. A Indicação Geográfica do algodão do Oeste é mais do que um selo, é o reconhecimento da identidade, da qualidade e da força do agro baiano. Nosso papel é conectar, apoiar e garantir que esse processo avance, gerando mais competitividade, renda e oportunidades para a região”.
A chefe da Unidade Regional do INPI, Viviane Almeida, apresentou as etapas necessárias para a obtenção do selo de Indicação Geográfica e ressaltou o potencial do estado, que pode alcançar até 50 registros. Atualmente, a Bahia já conta com oito IGs reconhecidas, entre elas a banana de Bom Jesus da Lapa e o café do Oeste baiano.
Segundo Viviane, o selo garante não apenas a valorização comercial, mas também a proteção da origem do produto. “Com a IG, apenas os produtores da região poderão utilizar a identificação ‘Oeste da Bahia’, assegurando procedência e qualidade, além de ampliar o reconhecimento nos mercados nacional e internacional”, explicou.
Além do ganho econômico, o reconhecimento também pode impulsionar o desenvolvimento regional. A certificação abre espaço para novas oportunidades, como o fortalecimento do turismo, da gastronomia local e de experiências ligadas ao campo, ampliando a visibilidade da região e de suas produções.
Participaram da agenda técnicos da Seagri e integrantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), fortalecendo o diálogo em torno de um produto que se destaca nacionalmente por sua singularidade.