Abiec prevê exportação 26% maior

12/11/2008

Abiec prevê exportação 26% maior


São Paulo, 12 de Novembro de 2008 - A autorização dada a novas regiões produtoras de boi no Brasil para exportar a União Européia motivou projeções otimistas da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Para o próximo ano, a entidade prevê que a receita das exportações de carne bovina atingirá US$ 7,2 bilhões, ante os US$ 5,7 bilhões esperados para 2008. "Tudo indica que vamos aumentar o volume embarcado para a União Européia no próximo ano.

Haverá aumento da oferta de animais vivos, pois parte dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram autorizados a exportar ao bloco", argumenta o diretor-executivo da Abiec, Luiz Carlos de Oliveira.

Ele explica que, antes do embargo europeu, o volume anual de embarque de carne (equivalente carcaça) era de 360 mil toneladas. "Neste ano, até outubro, embarcamos 70 mil toneladas para a Europa, o que significa uma redução de 290 mil toneladas em relação a 2007. Se conseguirmos em 2009 embarcar 200 mil toneladas a mais que neste ano a este destino ficaremos próximos da meta Isso, ainda que os preços médios pagos pela carne caiam, por exemplo, de US$ 9 mil a tonelada para US$ 7 mil a tonelada", projeta Oliveira. Em volume, a expectativa da Abiec é de embarque de 1,7 milhão de toneladas em 2009, ante os 1,5 milhão esperados para este ano.

Apesar do otimismo, as negociações no mês de outubro para a União Européia e para Rússia tiveram uma leve desaceleração, segundo o executivo. Ele explica que isso ocorreu porque ainda não há oferta de animais autorizados a exportar ao bloco. "Falta volume de animais para fechar contratos com a Europa. Apesar de ter aumentado o número de fazendas autorizadas ainda está longe de ser o suficiente para atender esse cliente. Também houve queda dos preços externos, o que tirou um pouco a viabilidade em alguns casos, já que o preço da arroba subiu muito no Brasil e o preço lá fora não estava suficiente para cobrir custos", explica Oliveira. Por conta desse cenário, segundo ele, os frigoríficos estão utilizando apenas 50% a 60% da sua capacidade instalada.

Ele aposta que haverá maior oferta de animais em 2009, apesar do abate de fêmeas em 2008. "Não sabemos o tamanho desse incremento. Mas há expectativa de que nas novas áreas habilitadas haja muitas fazendas com volumes altos de animais confinados", diz.