Commodities Agrícolas
Os contratos futuros do açúcar negociados no mercado americano registraram ontem a maior queda em duas semanas, em resposta direta à valorização do dólar, que diminuiu a atratividade pelas commodities comercializadas na moeda americana. "O dólar mais alto está pressionando o açúcar", disse à Bloomberg Alexandre Oliveira, broker da Newedge USA LLC. "O petróleo recuou e as demais commodities o acompanharam". Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em março caíram 19 pontos, fechando a 11,61 centavos de dólar por libra-peso e acumulando perdas de 3,3% na semana. Já no mercado doméstico, a saca de 50 quilos ficou em R$ 30,76, alta de 0,39%, segundo o Cepea/Esalq. Por aqui, a queda já é de 0,52 % na semana.
Consumo arrefecido. Os contratos futuros do algodão registraram ontem o menor preço desde junho de 2002, com preocupações de que a turbulência econômica arrefecerá a demanda pela fibra utilizada para confecção de roupas e têxteis. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou sua projeção de consumo mundial por cinco meses consecutivos. "O temor com um recessão permanece", disse à Bloomberg o analista do Swiss Financial Services na Louisiana, Mike Stevens. Na bolsa de Nova York, os papéis para março caíram 39 pontos, para 41,75 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o preço médio da libra-peso do algodão foi de R$ 1,1777, com queda de 0,67%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a queda acumulada é de 3,03%.
Queda expressiva. O preço da soja no mercado futuro encerrou a sessão de ontem com queda expressiva, a segunda consecutiva. Traders e analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires mais uma vez creditaram a debilidade da cotação da commodity às incertezas com a economia global, que enfraqueceram outras commodities agrícolas e motivaram vendas especulativas - a influência externa contribuiu em grande medida para o declínio. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em janeiro de 2009 fecharam em baixa de 21 centavos de dólar, negociados por US$ 8,95 o bushel. Em Rondonópolis, a saca de 60 quilos foi negociada por R$ 42,70, acima dos R$ 41,70 do dia anterior, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea).
Influência externa. Sob a influência negativa do desempenho de outras commodities agrícolas, o preço do milho no mercado futuro fechou em baixa ontem. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires dizem que o mercado de milho tem tentando encontrar sua trilha para se desvencilhar da influência externa, mas a pressão de outras agrícolas continua a prevalecer. Queda das bolsas e do petróleo e dólar mais forte também contribuíram para a baixa. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em março de 2009 fecharam em baixa de 5,50 centavos de dólar, a US$ 3,8625 por bushel. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos subiu 0,1%, para R$ 20,59, segundo o índice Esalq/BM&FBovespa. No mês, o preço da saca acumula queda de 3,62%.