Paraná constrói 1ª- fábrica

14/11/2008

Paraná constrói 1ª- fábrica

 

O maior projeto de indústria de biodiesel do país deverá ser instalado no Paraná, no município de Irati, no Centro-Sul do estado, a 160 quilômetros de Curitiba, anunciaram o governo estadual e a praticamente desconhecida Companhia Brasileira de Energias Alternativas e Renováveis (CBEAR), empresa que junta capitais de origem alemã e brasileiros.

Segundo Christianne Fullin, diretora-executiva da CBEAR, serão investidos cerca de 300 milhões de euros na construção da empresa, que terá capacidade de produção de 600 mil toneladas de biodiesel por ano, destinadas a exportação. "O município de Irati está pronto para receber o investimento, com ótima infra-estrutura logística, uma ferrovia próxima, além estar perto do Porto de Paranaguá", disse Christianne Fullin.

Além de Irati, outros 68 municípios vão participar do projeto fornecendo girassol e canola para abastecer a indústria que começa a operar em 2010 para cumprir contratos de exportação que estão sendo assinados. No investimento está prevista a instalação de 15 entrepostos nas cidades próximas, onde ficarão armazenados os grãos para que a empresa possa fazer o transporte até a sede. a nova indústria também deverá contar com a participação de cooperativas fornecendo soja.

Planta desconhecida

A empresa pretende introduzir na região, num segundo momento, o tungue (Aleurites fordii), planta oleaginosa de origem asiática, que pode ser cultivada em locais onde não existe aproveitamento do solo para plantios tradicionais e que é ideal para climas frios como a região Sul do País. A planta é resistente geadas.

O secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgilio Moreira Filho, revelou que o governo estadual está negociando com a empresa há sete meses sobre sua decisão de instalar-se no Paraná.

Christianne Fullin revelou que os recursos do projeto vem de fundos internacionais e de empresários brasileiros. O executivo, porém, não quis indicar os nomes dos investidores do exterior e do país que participarão desse projeto.

A expectativa dos dirigentes da nova empresa é que indústria comece a funcionar em fevereiro do ano que vem. O projeto prevê que ela deverá iniciar as atividades operando com a capacidade máxima de produção de 50 mil toneladas mensais de biodiesel. Inicialmente, as matéria-primas serão soja, canola e girassol. Segundo a diretora-executiva da empresa, uma cláusula contratual também não permite a divulgação dos nomes de compradores internacionais do produto.