Exportações baianas somam US$ 7,6 bilhões este ano

17/11/2008

Exportações baianas somam US$ 7,6 bilhões este ano

 

As exportações baianas somaram US$ 729,8 milhões no mês de outubro, uma expansão de 6,7% em relação a outubro do ano passado. No acumulado do ano, as vendas externas alcançaram US$ 7,6 bilhões (28,6% acima de igual período do ano anterior) já, inclusive, superando as vendas de todo o ano de 2007, que foram de US$ 7,4 bilhões. No confronto com o mês anterior (setembro), houve uma redução de 10,8%.

Já as importações tiveram um mês com forte elevação, atingindo US$ 717,3 milhões, o que supera em 90,2% igual mês de 2007 e 30% o volume de setembro último. No acumulado do ano, as importações chegam a US$ 5,7 bilhões, com um aumento de 37,7%. Com isso, o saldo comercial do estado foi de US$ 1,9 bilhão, 7% acima do mesmo período de 2007.

Os dados foram divulgados ontem pelo Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo), vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.

Estatísticas do Promo revelam que as importações que vinham estáveis nos últimos três meses, depois de forte crescimento no primeiro semestre, tiveram impulso em outubro, principalmente por causa da volatilidade do câmbio, que fez com que indústrias que dependem de insumos importados, como a Petrobras e a Caraíba Metais, optassem por internalizar esses produtos, temendo um quadro de significativas oscilações na valorização do dólar.

Câmbio - Nafta e demais derivados de petróleo, além do minério de cobre, foram os maiores responsáveis por esta alta nas importações em outubro, e juntos responderam por aproximadamente 50% das compras no mês.

Já as exportações em outubro, que embora num ritmo de crescimento menor do que no mês anterior, afetadas pela instabilidade do câmbio e pela falta de financiamentos, registraram um bom volume de vendas, inclusive para o mercado norte americano, - crescimento de 16% -, que permanece na liderança no ranking de maiores compradores de produtos baianos.

Contratos - Para o gerente de estudos e informações do Promo, Arthur Souza Cruz, não deve haver ainda em 2008 retração forte das exportações baianas por conta da crise financeira, já que a maioria das commodities embarcadas até o final do ano pela Bahia já estão em sua maioria seladas, por contratos já fechados no período de alta das cotações.

"Os prováveis reflexos da queda nas cotações das commodities, assim como uma desaceleração nos pedidos, só terão efeito na balança comercial baiana no início de 2009, caso o cenário atual de escassez de crédito e volatilidade do dólar seja mantido, assim como um encolhimento nas vendas, resultado de um desaquecimento da economia mundial", analisa.

No curto prazo, apesar dos preços das commodities já terem recuado em média 30% após a crise financeira, as exportações permanecem competitivas graças à desvalorização do real na mesma proporção.

Como já vem ocorrendo desde agosto, o setor de papel e celulose liderou as vendas no mês – US$ 132,9 milhões e crescimento de 62%, resultado de uma ascendente produção provocada até então por uma demanda internacional aquecida e preços em alta.

Registrou ainda bom desempenho em outubro as vendas externas das commodities agrícolas (soja, algodão, cacau, sisal, frutas e fumo), que juntas responderam por US$ 197,5 milhões e crescimento de 38%; os minerais (+106%) principalmente ouro e magnesita; e produtos eletrônicos com eletrodos de carvão, velas de ignição e aparelhos videofônicos, com crescimento de 74%.