Commodities Agrícolas

18/11/2008

Commodities Agrícolas


Notícias de que o Paquistão importará até 500 mil toneladas de açúcar neste ano para evitar a falta do produto em casa acabaram elevando os preços da commodity negociada nos Estados Unidos. O Paquistão é o terceiro maior consumidor de açúcar do mundo. Segundo o representante da associação de usinas do país, a produção na safra iniciada em 1º de outubro poderá cair em 1 milhão de toneladas, para 3,7 milhões de toneladas. "O fato de o governo paquistanês ter dito que "pode" significa que ele está realmente perto de comprar", disse Michael McDougall, da Newedge USA LCC. Os contratos para maio negociados em Nova York fecharam a US$ 1,206 por libra-peso, alta de 8 pontos. No mercado interno, a saca de 50 quilos fechou a R$ 30,71, alta de 0,10% , segundo o Cepea/Esalq.

Queda em Nova York. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado caíram ontem na bolsa de Nova. Os contratos com vencimento em março do próximo ano encerraram o dia cotados a US$ 8,390 por libra-peso, uma queda de 305 pontos. De acordo com analistas ouvidos pela agência Reuters, o movimento se deveu a ações meramente especulativas, combinadas à alta do dólar frente a outras moedas fortes e ao desempenho das demais commodities agrícolas negociadas no mercado americano. "Continuamos registrando novas baixas e tudo isso vem ocorrendo com baixos volumes", afirmou um broker. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos da laranja fornecida à indústria fechou ontem a R$ 8,39, com variação negativa de 1,93% nos últimos cinco dias, segundo informou o Cepea/Esalq.

Exportações aumentam. Os contratos futuros de soja fecharam em alta ontem no mercado americano devido a especulações de que demanda internacional por óleo subirá. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os importadores já se comprometeram em comprar 15,6 milhões de toneladas desde o início do ano fiscal, em 1º de setembro. Os exportadores americanos, por sua vez, embarcaram 8,2 milhões de toneladas, alta de 3% frente ao mesmo período do ano passado. "Estou impressionado com as vendas de soja", disse à agência Bloomberg Darrell Holaday, do Advanced Market Concepts, no Kansas. Na bolsa de Chicago, os contratos para março fecharam a US$ 9,1550 por bushel, com alta de 10,50 centavos. No mercado interno, a saca fechou a R$ 45,46, segundo o Cepea/Esalq.

Dólar caro atrapalha. A valorização do dólar provocou ontem um recuo nos preços futuros do trigo negociados nos Estados Unidos. A moeda americana subiu ontem 1,7% em relação a uma cesta de seis moedas fortes. Os papéis com vencimento em março do ano que vem fecharam a US$ 5,5400 por bushel na bolsa de Chicago, com queda de 20,50 centavos. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os papéis para o mesmo período ficaram em US$ 5,80, queda de 27,5 centavos. "O dólar está evidentemente criando problemas", disse Darrell Holaday, do Advanced Market Concepts, à Bloomberg. "Não vejo mudança nesse quadro". No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do trigo fechou o dia com o preço médio de R$ 26,20 por libra-peso, alta de 0,42%, segundo o Deral.