Commodities Agrícolas
As expectativas de que a produção mundial de café deverá superar nesta safra a demanda, combinadas com sinais de que os investimentos em commodities realizados por fundos de hedge estão diminuindo, acabaram derrubando os preços futuros do grão pelo terceiro pregão consecutivo, ontem, nos Estados Unidos. "Há mais café vindo da Colômbia, do Brasil e do Vietnã", constatou à Bloomberg Julio Sera, trader da Hencorp Futures, de Miami. Com isso, os contratos com vencimento em março encerraram a US$ 1,1405 por libra-peso, com queda de 55 pontos, na bolsa de Nova York. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 267,29, com alta diária de 2,36%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity já acumula alta de 5,59% .
Sem novidades. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado fecharam ontem com leve alta, em uma sessão qualificada por traders como "letárgica". Os papéis com vencimento em março encerraram o dia cotados a US$ 81,10 na bolsa de Nova York, com alta de 20 pontos. "Nós caímos um pouco e subimos um pouco, e tudo se resume basicamente a isso", afirmou à agência Dow Jones James Cordier, analista e presidente da Optionsellers.com, referindo-se aos poucos negócios. O tempo mais frio chegou à Flórida, segundo produtor mundial, mas a temperatura tampouco caiu o suficiente para prejudicar a lavoura. "As notícias são praticamente inexistentes", disse um trader à agência. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos de laranja à indústria fechou a R$ 8,37, segundo o Cepea/Esalq.
Nova baixa. Os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago encerraram o pregão de ontem em baixa. Segundo a agência Dow Jones, o movimento foi influenciado pelo mau desempenho de outras commodities. Para analistas ouvidos pela agência, a falta de notícias consistentes também contribuiu para a queda da oleaginosa, já que deixou o mercado "à deriva". Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em março fecharam o dia cotados a US$ 9,0425, com queda de 6,00 centavos de dólar. "A soja até que aguentou bem diante das perdas no mercado financeiro", disse Jack Scoville, analista da Price Futures Group. No mercado interno, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 46,68, alta de 2,08 % , segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity já subiu 5,42%.
Clima favorável. Os contratos do trigo caíram ontem pelo terceiro pregão consecutivo no mercado futuro, na medida em que o clima mais favorável nas regiões produtoras dos EUA elevaram as perspectivas para uma boa safra de inverno, que acabou de ser semeada. Os EUA são os maiores exportadores de trigo do mundo. De acordo com o USDA, cerca de 66% da safra de inverno do país apresentava condições boas ou excelentes até o último domingo, 16, comparado com os 45% registrados no mesmo período do ano passado. Na bolsa de Chicago, os papéis para março fecharam a US$ 5,4650 por bushel, queda de 3 centavos. Em Kansas, as entregas fecharam a US$ 5,73, com queda de 2 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 25,84 , segundo o Deral.