Commodities Agrícolas

24/11/2008

Commodities Agrícolas


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) anunciaram, na sexta-feria, investimentos de R$ 24 milhões para os próximos dois anos em ações de promoção do café brasileiro no mercado internacional. O objetivo é aumentar as exportações. O projeto também prevê novas estratégias para a inserção dos Cafés do Brasil em diferentes mercados, principalmente os considerados "traders". Ou seja, países com alto potencial de comercialização dos produtos, mas com baixo consumo. Na sexta-feira, os contratos do café para março fecharam a US$ 1,1075 a libra-peso, na bolsa de Nova York, com recuo de 60 pontos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 268,26, segundo o Cepea/Esalq.

Estimativa da Anea. A Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) divulgou seu novo relatório de oferta e demanda para a pluma, no qual indica que a produção para 2008/09 deverá recuar 17,6%, para 1,310 milhão de toneladas. As exportações deverão se manter praticamente inalteradas em 525 mil toneladas. O consumo em 2009 deverá recuar 10 mil toneladas, ficando em 940 mil toneladas. Os estoques de passagem vão crescer 22%, passando para 840 mil toneladas. Na sexta-feira, os contratos de março do algodão fecharam a 41,90 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova Yokr, com aumento de 189 pontos. A alta foi puxado pelo aumento do dólar em relação a outras moedas. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,1589 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq.

Plantio perde ritmo. O plantio de soja no país perdeu ritmo na semana terminada no último dia 20, segundo levantamento da AgRural. Como não poderia deixar de ser, houve avanço em relação à semana anterior, mas mesmo tendo coberto 64% da área total prevista, a semeadura está 2 pontos percentuais abaixo desta mesma época do ano passado. Neste caso, o atraso é creditado a adversidades climáticas em algumas regiões. Em Mato Grosso, maior Estado produtor do país, os preços da saca de 60 quilos do grão continuam a oscilar em torno de R$ 40. Na sexta-feira, o preço médio em Rondonópolis foi R$ 42,50, ante R$ 44 na véspera e R$ 37,70 no dia 15, o piso do mês até agora. Na bolsa de Chicago, os contratos futuros para março recuaram 15,50 centavos de dólar, para US$ 8,4725 por bushel.

Crise derruba preços. Os preços futuros do milho fecharam em queda na sexta-feira, pressionados pela expectativa de desaceleração da economia por conta da crise financeira global. Na bolsa de Chicago, os contratos para março encerraram o pregão a US$ 3,5425 o bushel, com recuo de 25,75 centavos. Os grãos, de modo geral, estão perdendo o suporte dos preços diante das incertezas sobre a crise e os reflexos negativos sobre a demanda internacional, que deverá recuar. O milho é a maior cultura agrícola dos Estados Unidos. No ano passado, movimentou uma receita de US$ 52,1 bilhões. A soja é a segunda principal cultura, com receita de US$ 26,8 bilhões. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do milho fechou, na sexta-feira, a R$ 20,39, alta de 0,29%, segundo o índice Cepea/BM&F.