Commodities Agrícolas
Os contratos futuros de suco de laranja fecharam em queda na sexta-feira, na bolsa de Nova York, pressionados por vendas especulativas, a fraqueza no segmento de commodities e um dólar mais firme. No pregão mais curto após o feriado de Ação de Graças, os contratos de março recuaram 255 pontos a 78,80 centavos de dólar por libra-peso. A falta de notícias altistas e o pequeno volume de negócios pressionaram, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Perdas no mercado de petróleo também estimularam vendas especulativas, inclusive no suco, produto que já está pressionado pela demanda fraca e estoques elevados. Conforme o Cepea/Esalq, o preço da caixa de laranja destinada à indústria fechou em R$ 8,17 na sexta-feira.
Preço atraente. Os preços futuros do algodão registraram na sexta-feira a maior alta em um mês no mercado americano. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento altista se deveu a especulações de que a queda nos preços - que atingiram o menor patamar em seis anos - aumentará a demanda internacional pela fibra. "Agora temos expectativas melhores para o curto prazo", disse Ron Lawson, diretor-geral da Lawson O"Neill Global Institutional Commodity Advisors LLC. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em março subiram 136 pontos e encerraram o dia a 47,91 centavos por libra-peso. No mercado doméstico, o preço médio da arroba do algodão ficou em R$ 1,1422 , segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity já acumula baixa de 5,95%.
Dólar e petróleo. A valorização do dólar e a queda do petróleo derrubaram os preços do milho na sexta-feira na bolsa de Chicago, pregão pós-feriado de Ações de Graças. Segundo traders ouvidos pela Dow Jones, não houve notícias que estimulassem as compras e outros mercados acabaram dando o tom do dia. O dólar mais forte derruba as commodities já que tira a competitividade das exportações dos EUA. Além disso, as vendas externas semanais de milho do país - 465,4 mil toneladas - ficaram dentro das estimativas e estão em ritmo mais lento do que há um ano. Problemas na indústria de etanol e abundância de trigo para ração também pressionaram. Os contratos futuros para março recuaram 5,25 centavos de dólar a US$ 3,6575. O indicador Esalq/BM&F para o milho ficou em R$ 20,22 a saca, alta de 0,13%.
Mais exportações. Os preços futuros do trigo negociados no mercado americano fecharam em alta no pregão de sexta-feira, depois que o Egito elevou as compras dos Estados Unidos e interrompeu as importações da Ucrânia. O Egito é o maior importador mundial do cereal. Segundo a Bloomberg, o país africano encomendou 55 mil toneladas do trigo americano, no mesmo momento em que baniu o grão ucraniano, alegando má qualidade. "Isso representa mais exportações para nós", resumiu Jason Britt, da Central States Commodities, no Missouri. Em Chicago, os papéis para março subiram 7,25 centavos, para US$ 5,6125 por bushel. Em Kansas, a alta foi de 5,5 centavos no mesmo período, para US$ 5,815. No Paraná, a saca fechou a R$, 25,91, segundo o Departamento de Econia Rural (Deral).