Commodities - Petróleo anula previsões
A guinada do petróleo, cujos preços fecharam em US$ 47,98 o barril, valorização de mais 10% no dia, praticamente anulou os efeitos do relatório baixista de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) e a soja subiu pelo segundo pregão consecutivo. Os papéis da oleaginosa com entrega para março fecharam em US$ 8,6050 dólares o bushel (27,2 quilos), alta de 3%.
De acordo com a agência Dow Jones Newsires, também afetou o movimento da soja a notícia de que a demanda por soja seja mais forte do que o previsto há um mês.
Na semana passada, as exportações do grão partindo dos Estados Unidos foram 34% maiores à média das quatro semanas anteriores.
O mercado de milho não recuou, mesmo com a notícia de que os estoques mundiais do grão vão se elevar em 12%, com uma demanda menor por exportação nos Estados Unidos e uso para produção de etanol. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam em US$ 3,38 o bushel, alta de 3,44% em relação ao pregão anterior.
O trigo foi a única commoditie que fechou em baixa na Bolsa de Chicago ontem. O bushel encerrou o dia em US$ 5,0750, leve queda de 0,39 em relação ao pregão do dia anterior, quando o cereal fechou cotado em US$ 5,0950. Os preços do açúcar na CME Futures (antiga Bolsa de Nova York) fecharam em alta pelo quarto dia seguido. O contrato com vencimento em maio encerou o pregão em 12,38 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,14%. Na semana, a alta acumula 5,36%.
O café também teve ontem seu quarto dia de alta seguida a 11,05 centavos de dólar a libra-peso, elevação de 1,47%. Desde segunda-feira, a valorização da commoditie acumula alta de 3%. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg News, a queda do dólar pode estimular a demanda pelo grão no mercado mundial.
O algodão teve seu segundo dia de alta, encerrando o pregão em 44,79 centavos de dólar por libra-peso.