Commodities Agrícolas
Mais recessão?. As cotações do algodão não resistiram ao veto do Senado americano ao plano do governo do país para resgatar as montadoras de veículos - entendido como um sinal de que a economia poderá piorar - e fecharam em queda na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em março caíram 103 pontos, ou 2,3%, para 43,43 centavos de dólar por libra-peso. Já os futuros para maio encerraram o pregão cotados a 44,12 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 67 pontos. O tombo não teve grandes reflexos no mercado doméstico. Em Cuiabá (MT), a arroba permaneceu em R$ 34,50, pelo quarto dia consecutivo, e permaneceu longe dos R$ 38 do fim de outubro, de acordo com levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).
Baixa moderada. Sob forte influência de um movimento de realização de lucros após a alta de quinta-feira, mas também de olho em outros mercados de commodities, como petróleo e milho, os preços da soja encerraram a sexta-feira em baixa na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão negociados a US$ 8,54 por bushel, em queda de 2,50 centavos de dólar, enquanto os futuros para março (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) recuaram 4,25 centavos de dólar, para US$ 8,5625 por bushel. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos do grão saiu por R$ 39,90, em média, R$ 0,10 acima da média de quinta-feira, segundo levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato)
Plantio menor. Os contratos futuros do milho subiram consideravelmente na sexta-feira com as perspectivas de que os agricultores americanos plantarão menos grãos na próxima safra, substituindo-os pela soja, que é mais rentável. A "troca" foi reforçada pela consultoria Informa Economics e amenizou o efeito da redução da previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a demanda pelo grão no país e no mundo, divulgada na quinta-feira. Em Chicago, os contratos com vencimento em março, que ocupam a segunda posição de entrega, encerrou a sessão a US$ 3,7350 por bushel, um ganho de 22 centavos de dólar em relação à véspera. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos subiu 0,79%, para R$ 20,76.
Na cola do vizinho. As cotações do trigo encerraram a sexta-feira em alta nas bolsas americanas, influenciadas pela disparada do milho e por previsões de clima adverso para lavouras americanas em Washington, Idaho e Montana. Em Chicago, os contratos com vencimento em março (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maio liquidez) fecharam a US$ 5,13 por bushel, em alta de 5,50 centavos de dólar; na bolsa de Kansas, o ganho foi de 2,75 centavos de dólar, para US$ 5,34 por bushel. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 25,70, 0,31% menos que a média registrada na quinta-feira, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.