Assistência técnica melhora nível de vida nas regiões rurais do estado
Considerada como um importante caminho para se construir a cidadania no campo, a política estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que já oferta um serviço diferenciado e de qualidade, deverá ser universalizada, melhorando a vida dos agricultores familiares.
Superando as expectativas, mais de 184 mil agricultores familiares já foram assistidos tecnicamente neste ano. O trabalho é fruto da construção coletiva entre o poder público estadual e federal e organizações sociais prestadoras do serviço.
Para unir esforços e multiplicar resultados, sobretudo com melhora nos índices sociais, aconteceu em Salvador, até a tarde de ontem, o II Seminário Estadual de Ater, no Centro de Treinamento de Líderes (CTL), em Itapuã.
O evento foi coordenado pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), por meio da Superintendência da Agricultura Familiar.
Avanços – Para o superintendente da Suaf, Ailton Florêncio, é necessário que haja uma distribuição de responsabilidades entre os diversos agentes envolvidos no sentido de estruturar o compartilhamento das informações do processo de trabalho.
"A necessidade de planejar as ações das diversas organizações em torno de uma política de Ater conjunta insere-se também na racionalidade dos usos dos recursos disponíveis. A distribuição de responsabilidade facilita o monitoramento e a avaliação, permitindo a verificação e a análise dos resultados", argumentou Florêncio.
Muitos avanços foram observados a partir desse esforço conjunto, como é o caso do soerguimento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), que já faz cumprir o seu papel de instituição pública principal na execução de uma assistência técnica ampla, includente e territorialmente localizada.
Evolução – "Com a reestruturação da empresa, comemoramos importantes resultados, como a reativação da Assessoria de Assuntos Estratégicos e a criação de um grupo de acompanhamento das ações de Ater", enfatizou o presidente da EBDA, Emerson Leal.
Segundo ele, "a evolução é significativa. Em 2006, a empresa atendia a apenas 60 mil agricultores familiares e conseguiu atingir, em 2007, a marca de 70 mil produtores beneficiados. Neste ano, já são 184 mil famílias assistidas tecnicamente".
Mas, acentua Leal, "esse número ainda é pequeno diante do universo de produtores familiares no estado. Nem empresa ou qualquer outra instituição tem ‘pernas’ sozinha para atingir a universalização".