Commodities Agrícolas
Forte queda em NY. Os preços futuros do açúcar fecharam com forte queda na sexta-feira, atingindo o menor patamar dos últimos cinco meses, pressionados pelo aumento do dólar sobre outras moedas estrangeiras, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram a 11,59 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 78 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 318 a tonelada, com baixa de US$ 16,90. As especulações de que a produção global da safra 2009/10 será suficiente para evitar a escassez de oferta também tiraram o suporte da commodity. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou sexta-feira a R$ 32,58, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, os preços acumulam alta de 3,8%.
Dólar fortalecido. A valorização do dólar sobre outras moedas estrangeiras tirou o suporte dos preços futuros do café, na sexta-feira, nas bolsas internacional. Com a moeda americana fortalecida, a demanda pelas commodities agrícolas perde o fôlego, afirmam analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam o pregão a US$ 1,1330 a libra-peso, com queda de 150 pontos. Em Londres, os contratos para maio encerraram a US$ 1.631 a tonelada, com recuo de US$ 43. A maior colheita do Brasil nesta safra, estimada em torno de 45 milhões de sacas, também ajudou a pressionar as cotações. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 262,51, segundo o índice Cepea/Esalq. No acumulado deste mês, a queda do grão atinge 2,8%.
Sem ameaça do frio. Pressionados pela valorização do dólar sobre uma cesta de moedas estrangeiras, os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado recuaram, na sexta-feira, na bolsa de Nova York. Os contratos para maio encerraram o pregão a 77,30 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 210 pontos. Na quinta-feira, as notícias de que o clima frio poderá prejudicar a safra de laranja da Califórnia deram sustentação às cotações, mas não foram suficientes para manter o suporte na sexta-feira. A razão é que o clima não deve representar risco aos pomares, afirmaram analistas ouvidos pela agência Dow Jones. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias fechou na sexta-feira a R$ 6,92, segundo o índice Cepea/Esalq.
Seca na Argentina. A colheita de trigo na Argentina poderá ser afetada por conta da seca no país, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires à agência Bloomberg. O clima seco poderá prejudicar o rendimento das lavouras de trigo. Os agricultores devem colher um volume inferior a 9,7 milhões de toneladas de trigo. A Argentina, principal fornecedor para o Brasil, recebeu menos da metade das chuvas previstas para ocorrerem durante o período de plantio. Na sexta-feira, os preços futuros do cereal recuaram por conta das informações de que a crise financeira poderá afetar a demanda. Em Kansas, os contratos para maio fecharam a US$ 5,9375 o bushel, recuo de 8,25 centavos. No Paraná, a cotação média da saca de 60 quilos fechou a R$ 25,58, na sexta-feira, segundo o Deral.