Selo de origem padroniza produção
A garantia de origem do café paulista proposta pelo Governo do Estado de São Palo exigirá maior integração entre os setores de produção e industrialização do café. Se colocada realmente em prática, provavelmente funcionará com sistema padronizado de produção, assegurando os requisitos mínimos para um produto de qualidade superior.
O objetivo será trabalhar em linha com o programa de qualidade já adotado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Criado em 1988 para "moralizar" a produção, a proposta surgiu diante da necessidade de resgatar a credibilidade e despertar uma nova mentalidade nos consumidores. Até então, a indústria sofria com a adulteração e fraude, que partiam de palha de café até grãos de milho.
Para cumprir o objetivo, foi montado um comitê de fiscalização com comportamento ético regido por uma resolução. À época da implantação, mais de 30% das marcas analisadas tinham problemas, com impurezas acima do limite ou mistura de outras substâncias. Segundo a Abic, quando foi lançado, 319 empresas, representando 463 marcas, eram responsáveis pela industrialização de 330 mil sacas por mês. Atualmente conta com 500 empresas, mais de 1000 marcas e produção de 480 mil sacas por mês. A meta de consumo para 2005 (16 milhões de sacas) já foi ultrapassado em 2 milhões de sacas neste ano.