Criada a Câmara Setorial do Cacau
Os produtores da cacau do Estado consideraram positivo o resultado da reunião realizada ontem, na Secretaria de Agricultura do Estado, que tratou da adesão ao PAC do Cacau. No encontro, do qual participaram o secretário Roberto Muniz, representantes do Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste (BNB), Desenbahia e produtores foi criada a Câmara Setorial do Cacau, em nível estadual, com a proposta de ser um fórum permanente de discussão.
Os produtores também selaram o compromisso de estimular a adesão ao Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira, elevando o atual índice de 67% para algo em torno de 85%, com a garantia de que a dívida dos que que aderirem não seja executada pelos bancos pelo menos até que haja uma definição do Ministério da Fazendo sobre a prorrogação do prazo de adesão, que já está encerrado desde o dia 31 de dezembro. A expectativa dos cacauicultores é que a data seja marcada para meados de maio ou junho.
"Pela primeira vez sentamos à mesa com representantes de bancos e do governo", assinalou Henrique Almeida, presidente da Associação dos Produtores de Cacau do Estado da Bahia. "Para nós, isso significa que agora temos, de fato, o aval do governador", assinalou. O secretário Roberto Muniz também mostrou-se satisfeito com o resultado do encontro. "O comitê gestor vai ampliar a participação dos cacauicultores, inclusive dos pequenos produtores, que representam a maioria", assinalou Muniz.
Com uma reunião já marcada para a próxima quarta-feira, o comitê gestor, que recebeu o nome de Câmara Setorial do Cacau, discutirá pacotes tecnológicos que possam aumentar a capacidadade de pagamento dos produtores e o extensão do período para pagamento do custeio. O PAC prevê o pagamento das dívidas negociadas em 12 anos, com carência de 4.