Indústria baiana registra expansão de 4,1% nos últimos 12 meses

12/01/2009

Indústria baiana registra expansão de 4,1% nos últimos 12 meses

 

No acumulado de janeiro a novembro de 2008, a indústria baiana sustentou um crescimento de 3,8%.

E no acumulado dos últimos 12 meses, a expansão foi de 4,1%, mesmo com a retração, em novembro de 2008, de 3,2% em sua produção em relação a novembro de 2007.

A informação foi disponibilizada, nesta sexta-feira, pela Pesquisa Industrial Mensal (IBGE), com análise da Coordenação de Acompanhamento Conjuntural da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

O resultado negativo para o mês de novembro na pesquisa havia sido sinalizado desde quinta pelo Indicador de Movimentação Econômica de Salvador (Imec/SEI), que calculou uma retração de 2,9% na atividade econômica da capital baiana, antecipando o possível recuo de outros indicadores sobre a economia em novembro.

Recuo – A indústria de transformação caiu 3,3%. Quatro segmentos da transformação registraram variações negativas.

A principal contribuição negativa veio de produtos químicos (-15,6%), por conta da menor produção de sulfatos de amônio e dióxidos de titânio. O segmento químico representa cerca de 35% da estrutura industrial baiana.

Também contribuíram para o recuo veículos automotores (-1,8%), borracha e plástico (-3,2%) e celulose, papel e produtos de papel (-0,7%).

Entre os segmentos que registraram variação positiva, a metalurgia básica teve um aumento de 13,2% na produção, sendo influenciada pelo aumento na fabricação de barra, perfil e vergalhões de cobre. Outros destaques são alimentos e bebidas (8,6%) e minerais não-metálicos (3,8%).

A indústria extrativa mineral (-0,6%) registra queda após cinco meses consecutivos de resultados positivos.

Na média do ano, de janeiro a novembro, a taxa da produção industrial baiana mantém uma variação positiva de 3,8%, e a indústria de transformação registrou taxa de 3,9%.

Destaques – Com exceção dos produtos químicos (-2,2%) e veículos automotores (-2,7%), todos os demais segmentos da indústria tiveram taxas positivas, destacando-se: celulose, papel e produtos e papel (31%), metalurgia básica (4,4%) e alimentos e bebidas (2,9%).

 No acumulado dos últimos 12 meses (dezembro de 2007 a novembro último), o indicador aponta uma desaceleração no ritmo de crescimento oscilando de 4,7%, em outubro, para 4,2%, em novembro.

Com relação aos segmentos, destacam-se celulose, papel e produtos de papel (31,6%), minerais não-metálicos (15,5%) refino de petróleo e produção de álcool (2,8%), borracha e plástico (14,9%) com taxas positivas.

Os segmentos de produtos químicos (-1,6%) e veículos automotores (-3,3%) acumulam taxas negativas no período.