Commodities Agrícolas

12/01/2009

Commodities Agrícolas

 

Mais recursos ao setor. O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) autorizou na semana passada remanejamento de recursos de R$ 213 milhões da linha de financiamento de estocagem para a de custeio. Desta forma, a linha de custeio totalizará R$ 507 milhões, que terá como destino a aquisição de insumos destinados aos tratos culturais dos cafezais. Na sexta-feira, os preços futuros do café fecharam com forte alta nas bolsas internacionais, impulsionados por notícias de que as exportações brasileiras de café deverão recuar em 2009. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,1895 a libra-peso, alta de 340 pontos. Em Londres, os contratos para março encerraram a US$ 1.700 a tonelada, aumento de US$ 53. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 264,54, segundo o índice Cepea/Esalq. 
 
Libra desvalorizada. Os preços futuros do cacau fecharam em queda na sexta-feira, depois de forte alta observada durante a semana passada, pressionados pela desvalorização da libra esterlina, que reduziu o apelo dos contratos negociados na bolsa de Nova York. Em Londres, os contratos de maio fecharam a 1.764 libras esterlinas, recuo de 24 libras. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o pregão a US$ 2.579 a tonelada, baixa de US$ 28. "Quando a libra [esterlina] está mais fraca, o cacau tende a ficar sem suporte", disse Bill Frejlich, analista da Fox Investments, controlada pela MF Global, de Chicago. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou sexta-feira a R$ 97,50, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.

Demanda fraca. Os preços futuros do algodão fecharam com forte queda na sexta-feira, na bolsa americana, atingindo o menor patamar das últimas quatro semanas, pressionados por notícias de que a recessão econômica global deverá derrubar a demanda pela pluma, informaram analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o pregão a 49,85 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 102 pontos. A expectativa do mercado é que as exportações de algodão dos EUA recuem, segundo uma pesquisa realizada pela Bloomberg. Os americanos são os maiores exportadores globais. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,1527 a libra-peso, com alta de 0,68%, segundo o índice Cepea/Esalq. 
 
Produção menor. Os contratos futuros do trigo negociados na bolsa de Chicago fecharam o pregão de sexta-feira em alta. Segundo analistas, o movimento se deveu às expectativas de queda na produção dos Estados Unidos, o maior exportador mundial do cereal. Pesquisa realizada pela Bloomberg mostra que os produtores americanos irão plantar provavelmente 44,1 milhões de acres nesta safra, uma queda de 4,6% em relação ao ano anterior. "O mercado está esperando por uma redução de área plantada", disse Terry Jones, vice-presidente da Russell Consulting Group, em Iowa. Com isso, os preços para entrega em maio subiram 16,75 centavos em Chicago, para US$ 6,4225 por bushel. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 26,76, alta diária de 0,49%, segundo o Dera.