Celulose, petróleo e soja no topo

14/01/2009

Celulose, petróleo e soja no topo

 

Estatísticas do Promo revelam que, além do setor de papel e celulose, o setor de petróleo e derivados, com vendas de US$ 1,4 bilhão e crescimento de 35,1%, e o das commodities agrícolas, com US$ 1,6 bilhão e crescimento de 43% sobre 2007, foram os principais responsáveis pelo bom desempenho do setor externo baiano em 2008.

Dentre os produtos agrícolas, destaque para o complexo soja (grão, óleo e farelo), que, com vendas de US$ 750,4 milhões, obteve o maior crescimento da pauta em 2008: 91,2%. Pelas importações, destaque para o aumento das compras de fertilizantes (125,7%), combustíveis (60,9%) e automóveis (25,4%).

A União Européia consolidou em 2008 a liderança nos mercados de destino para as vendas externas da Bahia, com 39% de participação e crescimento de 43,5%. Os EUA continuam isoladamente como principal mercado comprador, com 18,4% de participação, enquanto que a Alemanha registrou o maior incremento do ano, com 160%, e a China, que já é o quinto maior mercado para os produtos baianos, US$ 594,7 milhões e crescimento de 4% sobre 2007.

O superintendente do Promo explicou que o cenário para 2009 ainda apresenta um elevado grau de incerteza, especialmente no que tange à magnitude da queda dos preços das commodities e seu impacto sobre os preços de exportação e de importação.

O desempenho das quantidades embarcadas, por sua vez, dependerá de duas variáveis: o tamanho da queda do PIB mundial, em especial nos países em desenvolvimento, tendo em vista que os países desenvolvidos irão certamente registrar uma contração, e o ritmo de crescimento da demanda doméstica, que deve ser bem menor do que o registrado em 2008. Queda de 5,24% é pior índice do ano.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou a semana registrando a maior baixa de 2009, seguindo o recuo nos preços das commodities e o clima pessimista na maior parte dos mercados globais. Ao final do pregão de ontem, o índice Ibovespa, principal do mercado nacional, apontou queda de 5,24%, aos 39.403 pontos.

Após operar com baixa entre 3% a 4% na maior parte do pregão, a bolsa intensificou sua queda na reta final das negociações. As grandes empresas ligadas ao setor de matérias-primas lideraram as perdas do dia, influenciadas principalmente pelo recuo do preço do petróleo, negociado abaixo de US$ 40 o barril no mercado de Nova York durante a sessão. Como resultado, a ação ON da Petrobras teve forte recuo de 7,5%, a R$ 28,57, enquanto os papéis PNA da Vale caíram 6,5%, para R$ 26,38. As cotações das siderúrgicas também mostravam quedas acentuadas.

Nos EUA, os indicadores da bolsa de Nova York também operam em baixa. Sem indicadores relevantes na agenda do dia, os investidores aguardam os resultados da Alcoa. A fabricante de alumínio dá início à temporada de balanços nos EUA. Por volta das 17h50 de Brasília, o índice Dow Jones aponta recuo de 1,6%, aos 8.462 pontos.