Commodities Agrícolas

14/01/2009

Commodities Agrícolas

 

Frio à vista. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado subiram ontem pela primeira vez em quatro pregões devido a preocupações de que a temperatura baixa possa danificar as lavouras da Flórida, o maior produtor mundial depois do Brasil. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, a temperatura cairá para abaixo de zero nos próximos dias na região. "O mercado está esperando o frio", disse Roger Corrado, trader de laranja em Nova York, em entrevista à Bloomberg. Com isso, os papéis para entrega em maio, negociados na bolsa de Nova York, subiram 105 pontos e fecharam a 79,00 centavos de dólar por libra-peso. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja para a indústria saiu por R$ 6,87, com variação de 0,44% em cinco dias, segundo o Cepea/Esalq. 
 
Liquidação de papéis. Depois das altas da semana passada, o movimento de realização de lucros puxou ontem o declínio do preço do algodão no mercado futuro, de acordo com traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. Em Nova York, os contratos com vencimento em maio recuaram 28 pontos, para 47,09 centavos de dólar por libra-peso. O consumo mais reduzido da pluma em um cenário de crise econômica global tem impedido o avanço da cotação da commodity, afirmam analistas. "O cenário da demanda vai ser o que determinará o andar desse mercado", disse Boyd Cruel, analista-sênior de "soft commodities" da Alaron Trading, em Chicago. No mercado doméstico, em contrapartida, o indicador Cepea/Esalq para o algodão subiu 0,92%, para R$ 1,1735 a libra-peso.

Altas retornam.Passado o impacto "baixista" do relatório divulgado na segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que alterou para cima a estimativa de produção global de grãos, o preço da soja voltou a subir. Mais uma vez os chamados fundamentos de oferta e demanda deram o norte das cotações. Os investidores mantiveram-se atentos à seca nas áreas de produção argentinas e à forte demanda chinesa, que ainda não mostra sinais de arrefecimento, mesmo com a crise global. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em março subiram 5,50 centavos de dólar, para 9,7150 centavos de dólar por bushel. Em Sorriso (MT), a saca de soja de 60 quilos foi negociada por R$ 37, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea). 
 
Digerindo o USDA.A projeção de que a produção global de milho será maior que a inicialmente esperada, apresentada na segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), voltou a ser decisiva para o andamento dos negócios com a commodity ontem. Com a produção maior, o USDA revisou para cima a previsão para os estoques finais. Em Chicago, os contratos com vencimento em maio caíram 18 centavos de dólar, para 3,7325 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a demanda por milho para etanol (que nos EUA tem o grão como principal matéria-prima), ração e exportações continua fraca. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos subiu 0,12%, para R$ 24,32, segundo o índice Esalq/BM&F. Em janeiro, a alta acumulada é 14,22%.