Commodities Agrícolas
Recuo do dólar. Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, nas bolsas internacionais, impulsionados pelo recuo do dólar frente a outras moedas estrangeiras, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. A queda do dólar torna as commodities agrícolas mais atraentes aos importadores. A moeda americana caiu 0,7% diante de uma cesta de seis moedas, encabeçando o maior declínio desde 8 de janeiro. "Se o dólar cair, o café subirá", afirmou Boyd Cruel, analista da Alaron Trading Corp., de Chicago. Em Nova York, os contratos para maio encerraram o pregão a US$ 1,1960 a libra-peso, com alta de 260 pontos. Em Londres, os contratos para março fecharam a US$ 1.680 a tonelada, com aumento de US$ 24. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 270,18, segundo o Cepea/Esalq.
Aumento do embarques. Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem, pela terceira vez nos últimos quatro pregões, puxados por especulações de que as exportações americanas da pluma deverão crescer por conta do aumento do petróleo, o que torna a commodity mais atraente. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a 47,79 centavos de dólar por libra-peso, aumento de 54 pontos. Os embarques do algodão americano deverão subir na semana que se encerra no dia 15 de janeiro, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,1982 a libra-peso, ligeira alta de 0,09%, segundo índice Cepea/Esalq. No mês, a alta é de 6%, segundo o Cepea. O suporte reflete o maior interesse de compradores em negociar no mercado de pronta-entrega.
Ainda a Argentina. As renovadas preocupações com o impacto da estiagem sobre a produção argentina de soja puxaram mais uma vez a alta do preço da commodity ontem, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Depois da forte queda de terça-feira, a sessão de ontem foi também marcada por ajuste técnico de posições. A Argentina reduziu sua projeção de área de soja na safra 2008/09 para 16,5 milhões de hectares - em dezembro, a previsão era de 17,8 milhões de hectares. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 28,25 centavos de dólar, para US$ 10,2925 por bushel. Em Rondonópolis (MT), a saca foi negociada por R$ 43,50, pouco abaixo dos R$ 43,70 do dia anterior, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).
Queda de produção. Os contratos futuros do trigo registraram ontem a maior alta em quase duas semanas, com especulações no mercado de que a queda na produção americana afetará o fornecimento mundial do cereal. Os EUA são os maiores exportadores de trigo do mundo, e a demanda mundial cresce. Segundo o USDA, os produtores semearam 17,3 milhões de hectares entre setembro e novembro, queda de 9% frente a igual período de 2007. Em Chicago, os papéis para maio subiram 21,75 centavos, para US$ 5,8450 por bushel. "Tivemos uma colheita tardia. Não conseguimos chegar nem perto do volume do ano passado", disse Jerod Leman, da Wellington Commodities, em Indiana. No mercado interno, a saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 26,85, alta diária de 0,64%, segundo o Deral.