Commodities Agrícolas

23/01/2009

Commodities Agrícolas

 

Compra especulativa. Os preços futuros do café fecharam em alta na quinta-feira, impulsionados por compras especulativas e queda do dólar em relação a outras moedas estrangeiras, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio atingiram a maior cotação dos últimos dois meses e meio - negociados a US$ 1,2155 a libra-peso -, com alta elevação de 195 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março fecharam a US$ 1.708 a tonelada, com aumento de US$ 28. Na Colômbia, os cafeicultores enfrentam dificuldades para escoar a produção até os portos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 271,85, com alta de 0,62%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, o tipo arábica acumula valorização de 7,5%.  
 
Safras menores. Os contratos futuros do algodão registraram a maior alta em quase uma semana no pregão de ontem, em Nova York. O movimento altista se deveu a especulações de que safras menores nos EUA e na China, os maiores produtores e compradores, respectivamente, possam impulsionar os preços. Os produtores chineses deverão plantar cerca de 11,6 milhões de acres nesta safra, uma queda de 21% em relação à safra passada. Nos Estados Unidos, a área plantada deve ser reduzida em 13%, para 9,47 milhões de acres, informou o USDA. Com isso, os papéis com vencimento em maio fecharam a 49,48 centavos por libra-peso, alta de 169 pontos. No mercado interno, a libra-peso do algodão fechou a R$ 1,1982, sem variação diária, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Alívio na estiagem. A previsão de chuvas na Argentina para este fim de semana, o que melhoraria as condições das lavouras do país, castigadas pela seca, puxou a baixa da soja no mercado futuro nesta quinta-feira. Mesmo com a expectativa de chuva no país vizinho, a baixa do preço da commodity foi limitada porque, segundo algumas interpretações, a umidade não será suficiente para diminuir muito as perdas, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio recuaram 9,75 centavos de dólar, para US$ 10,1950 por bushel. Em Primavera do Leste (MT), a saca foi negociada nesta quinta-feira por R$ 42,30, pouco acima dos R$ 42 do dia anterior, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea). 
 
Influência externa. As perdas em outras commodities agrícolas influenciaram os negócios com trigo, que também fechou em baixa nesta quinta-feira, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio recuaram 5 centavos de dólar, para US$ 5,7950 por bushel. Em Kansas, os papéis que também vencem em maio caíram 2,75 centavos de dólar, para US$ 6,0875 por bushel. A firmeza do dólar adicionou mais pressão sobre o trigo e as commodities agrícolas em geral, já que um dólar forte reduz o poder de compra dos importadores. No mercado doméstico, a saca de trigo de 60 quilos foi negociada nesta quinta-feira, na média, por R$ 26,88, uma alta de 0,11%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).