Adab garante: focos de ferrugem asiática da soja estão sob controle

23/01/2009

Adab garante: focos de ferrugem asiática da soja estão sob controle

 

Em virtude dos quatro focos de ferrugem asiática da soja identificados no Oeste do estado, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura (Seagri), intensificou as ações do Programa Estratégico de Manejo da Ferrugem Asiática da Soja na região.

De acordo com o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, não há motivo para preocupação, porém o produtor deve continuar o monitoramento dos focos. “Nosso sistema de detecção é o mais eficiente do país, pautado em resultados tangíveis”, esclarece. Segundo Peixoto, a Bahia detectou na safra passada o menor número de focos de ferrugem em relação aos outros estados produtores de soja no país.

O diretor de defesa vegetal da Adab, Armando Sá, explica que, em virtude dos fatores climáticos, ocorreram alguns focos, porém a Bahia se destaca por possuir uma rede de laboratórios ativa e bem distribuída na região, o que proporciona uma eficiente arma de combate a praga que acomete a cultura da soja.

Vale ressaltar que o sistema de monitoramento da Adab possui uma rede de diagnose rápida com laboratórios equipados e que garantem a efetividade de suas ações e detecção imediata da ferrugem no estado. Ao todo são nove laboratórios, distribuídos nas regiões de Barreiras, Correntina, Luis Eduardo Magalhães e São Desidério, beneficiando cerca de 1,1 mil produtores para análise na própria região. O consórcio formado pela Adab, Associação dos Irrigantes da Bahia (Aiba), Fundação Bahia (Fundação BA), Embrapa Soja, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e outros têm garantido a eficiência do monitoramento para 2009.
 
Vazio Sanitário

O vazio sanitário, criado pela portaria da Adab nº 623/07, estabelece a obrigatoriedade de permanência de um período sem plantas vivas de soja no campo. O objetivo da portaria é reduzir a possibilidade de sobrevivência da praga na área que será plantada.

A normativa estabelece a ausência total de plantas vivas da cultura da soja por um período de 60 dias durante a entressafra e tem por objetivo a redução da fonte de inoculo do fungo phakopsora pachyrhizi, agente causador da praga. Além disso, a portaria visa instituir ações e medidas fitossanitárias para prevenção e controle da ferrugem asiática da soja no oeste do estado. Os produtores de soja têm até 15 de outubro de cada ano para atualizarem seu cadastro junto à Adab.

O vazio sanitário está em vigor na safra de 2008/2009, e compreende o período de 15 de agosto a 15 de outubro de cada ano.  A cultura da soja consome grande quantidade de defensivos agrícolas. Diante disso, outro aspecto relevante do vazio é que com ele a Adab pretende reduzir a aplicação de defensivos agrícolas. A meta é que seja reduzido o número de aplicações de agrotóxicos de 2 para 1,5 por safra.
 
Segundo o coordenador do programa da soja e agrônomo da Adab, Nailton Almeida, essa é uma ferramenta de manejo no controle dessa importante praga, cuja fiscalização é atribuída à Adab, de modo a garantir ao estado posição de vanguarda nos tetos de produtividade alcançados na safra 2008/2009.

A decisão em adotar 60 dias para o vazio, enquanto que a maioria dos outros estados utiliza 90, é fruto do estudo dos aspectos econômicos para desonerar o produtor do custo para o arranquio de plantas durante o vazio. Estados produtores de soja no país, tais como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, também utilizam o vazio sanitário.

Ascom Adab 22/01/09
Welder França/Samanta Uchôa
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