Oferta para "pequenos" já era reconhecida como opção
O direcionamento da produção de máquinas para a agricultura de pequeno porte já estava nos planos das empresas antes dos novos cortes deste ano. Em outubro de 2008 a unidade de Horizontina (RS) já havia demitido 200 funcionários temporários depois que a Argentina cancelou a compra de um lote de máquinas para colheita. Os executivos da John Deere afirmaram durante inauguração de seu centro de distribuição de peças no dia 9 de dezembro que para driblar a crise ampliariam de 45% para 60% seu mix de produção para tratores de baixa potência. À época, a direção da empresa afirmou que manteria seus investimentos no País mesmo com o agravamento da crise.
Em maio de 2008, a empresa americana investiu US$ 250 milhões no complexo industrial de Montenegro (RS) para a produção de tratores. No total, a expectativa dos executivos da companhia é que sejam investidos US$ 40 milhões até setembro deste ano em áreas consideradas estratégicas. Outros US$ 40 milhões foram investidos no ano passado no centro de distribuição e em outros setores. No centro de distribuição foram injetados US$ 18 milhões com o objetivo de atender 90% dos pedidos do mercado interno e para a América do Sul em menos de 24 horas.
O programa Mais Alimentos, do governo federal, foi lançado em julho de 2008 com o objetivo de elevar a tecnologia dos pequenos produtores para impulsionar a produtividade. O objetivo era vender 60 mil tratores e 300 mil máquinas e implementos até 2010. Em São Paulo, o governo do estado adotou um programa de financiamento de pequenos tratores cujo montante soma R$ 400 milhões com juro zero. No Paraná, o Trator Solidário criado em 2007 financiou mais de mil máquinas logo em seu primeiro ano de operação.