A corrida pela manga rosa mais produtiva

26/01/2009

A corrida pela manga rosa mais produtiva

 

A Embrapa Meio-Norte está trabalhando na seleção de genótipos de manga Rosa com alta produtividade e com melhor qualidade dos frutos. O estudo, coordenado pelo pesquisador Valdomiro Souza, avalia, em Teresina, 34 genótipos em idade produtiva. Seis vêm apresentando produtividade e estabilidade de produção consistentes, bem como características muito satisfatórias de frutos.

Em capacidade produtiva e de qualidade de fruto, segundo as pesquisas, os genótipos Rosa-36 Rosa-35, Rosa-42, Rosa-4, Rosa-17 e Rosa-30 vêm se destacando com produtividades variando de 15 a 21 toneladas por hectare. O peso médio do fruto varia de 350 a 390 gramas. Já o teor de açúcares totais varia de 17 a 19 por cento para o fruto no ponto de consumo.

Nos parâmetros da produtividade, esses números, de acordo com Valdomiro Souza, estão muito acima da obtida pela cultivar Tommy Atkins, que é de 10 toneladas por hectare. Em todo o Brasil, essa variedade de manga é a que tem a maior área plantada, com 50 mil hectares.

O trabalho da Embrapa Meio-Norte é financiado pelo Banco do Nordeste (BNB) e pela própria Embrapa. O orçamento é de R$ 52 mil. As pesquisas começaram em 1999, e são desenvolvidas na base física da unidade em Teresina.

Obstáculos

A corrida pela manga rosa mais produtiva: Rica em fósforo, ferro, sódio, potássio, vitaminas B1, B2 e C, niacina, proteína, carboidrato, fibra e mangésio a manga Rosa é originária da Índia
Créditos: EmbrapaSegundo Valdomiro Souza, o Piauí, com exceção do semiárido, enfrenta dificuldades para produzir manga das variedades melhoradas, tipo exportação. Ele aponta a precipitação e a umidade relativa do ar elevadas durante boa parte do ano e a falta de adaptação como fatores decisivos para um tímido desempenho produtivo.

O pesquisador garante que a manga, para "produzir em sua plenitude e de forma a permitir a competitividade do negócio", precisa de pouca chuva, baixa umidade relativa do ar e variedades adaptadas e "que possuam as características que o mercado deseja".

Valdomiro vai mais longe. Ele assegura que, "para produzir essas mangas, especialmente nas condições das microrregiões de Teresina, Alto-Médio Gurguéia, Baixo e Médio Parnaíba Piauiense, há necessidade de se usar um indutor químico da floração". E mesmo com esse recurso a produção não é elevada o suficiente para garantir a competitividade do negócio.

Um exemplo próximo está no Vale do São Francisco. Lá, a produtividade média é em torno de 25 toneladas por hectare, enquanto que no Piauí, na microrregião de Teresina, ela não ultrapassa as 10 toneladas por hectare. E a grande vantagem da variedade manga Rosa está aí: ela não precisa de indutor químico da floração para ter uma grande performance produtiva.

Rica em fósforo, ferro, sódio, potássio, vitaminas B1, B2 e C, niacina, proteína, carboidrato, fibra e mangésio a manga Rosa é originária da Índia. Árvore tropical, a mangueira pertence à mesma família do cajueiro.

Para maiores informações:

Valdomiro Souza
Pesquisador da Embrapa Meio-Norte
Telefone: (86) 3089-9151
E-mail de contato

Fonte:
Embrapa Meio-Norte
Fernando Sinimbu - Jornalista
Telefone: (86) 3089-9118