Commodities Agrícolas

30/01/2009

Commodities Agrícolas


Os preços futuros do açúcar fecharam em queda na quinta-feira, pressionados por notícias de que a Índia, segundo maior produtor global da commodity, adiou a decisão de reduzir as tarifas de importação do açúcar. A perspectiva de menor demanda global, por conta da crise financeira, também tirou o suporte das cotações do produto. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,2370 a libra-peso, com recuo de 100 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio encerraram o pregão a US$ 366,30 a tonelada, com baixa de US$ 3,70. O governo impõe uma tarifa de 60% naquele país. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 40,89, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a valorização da commodity atinge quase 27%. 

China frustra mercado. O feriado de Ano Novo na China, maior importador de algodão do mundo, associado a informações de que os EUA estão plantando menos fibra acabaram derrubando na quinta-feira os preços da commodity na bolsa de Nova York. Segundo o Census Bureau, beneficiadores de algodão usaram uma média de 11.321 fardos por dia em dezembro, queda de 35% em relação a dezembro de 2007. "Não é mistério a indústria têxtil estar passando por tempos difíceis", disse à Bloomberg Ron Lawson, da Logic Investment Services. "Quando o maior consumidor tem feriado, não há compras". Em Nova York, os papéis para maio fecharam com queda de 54 pontos, a 51,01 centavos de dólar por libra-peso. Em São Paulo, o preço médio do algodão fechou a R$ 1,1818, queda de 0,36%, segundo o Cepea/Esalq.

Exportação cresce. As exportações de milho do Brasil devem mais que dobrar em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado, por conta do câmbio mais competitivo, disseram fontes do mercado à Reuters. Elas apontam um volume entre 900 mil e 1 milhão de toneladas. Em janeiro de 2008, as exportações somaram 392 mil toneladas. Em dezembro passado, foram 1,3 milhão de toneladas. Na quinta-feira, os futuros do milho recuaram na bolsa de Chicago pressionados pelas previsões de chuvas nas regiões produtoras do Brasil e da Argentina, respectivamente, o segundo e o terceiro maiores produtores e exportadores do grão atrás dos EUA. Os contratos para maio encerraram o dia a US$ 3,93 o bushel, queda de 2,50 centavos. Em São Paulo, o índice Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 23,73. No mês, o grão acumula alta de 13,42%.  

Menos exportações. Os preços futuros do trigo, negociados nas bolsas americanas, fecharam em queda na quinta-feira, depois que o governo americano divulgou a maior desaceleração nas exportações do país em oito meses. Segundo o USDA, os embarques do país totalizaram 23.500 toneladas na semana encerrada em 22 de janeiro, queda de 94% em relação à semana anterior. A queda foi motivada pelo cancelamento de 356 mil toneladas da Nigéria e a ausência de compras do Japão, um importador assíduo. "A demanda está nos afetando", disse à Bloomberg Tom Leffler, da Leffler Commodities LLC. Em Kansas, os papéis para maio fecharam a US$ 6,19 o bushel, queda de 18,50 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 28,22, alta de 0,64%, segundo o Deral.