Trabalhadores rurais aguardam incentivo
Quatro anos depois da ocupação da Fazenda Água Branca, em Conceição do Almeida (a 159 km de Salvador), área que abrigava o extinto Instituto Baiano do Fumo, as 30 famílias de trabalhadores rurais ainda aguardam por algum tipo de apoio ou investimento por parte do governo do Estado, que cedeu a área de 82,74 hectares para as famílias por 20 anos.
Reunidos na Associação dos Trabalhadores Rurais da Fazenda Água Branca (Astrafab), eles buscam agora apoio dos órgãos oficiais para implantar melhorias estruturais na fazenda, cujos galpões estão desabando e as casas, já ocupadas por algumas famílias, estão em estado precário. Além disso, precisam de máquinas e alternativas que assegurem a sustentabilidade.
Hoje, apenas cinco famílias moram na área. "As outras foram embora porque aqui não temos nenhuma estrutura. Mesmo assim, elas vêm aqui plantar e cultivar nos lotes", disse o vice-presidente da Astrafab, Everaldo da Silva Reis. Quatro anos depois da ocupação, as famílias vivem em situação precária. Nas três casas e nos quatro galpões, moram cerca de 100 pessoas. No entanto falta infraestrutura. O local possui uma represa, mas a água não chega a todas as áreas da fazenda, além disso, a energia elétrica foi cortada, dificultando a vida das famílias. A falta de infraestrutura e equipamentos, como trator, também fazem com que os produtos cultivados se percam.
PROJETOS - De acordo com a assessoria de comunicação da Coordenadoria de Desenvolvimento Agrário (CDA), as famílias recebem o apoio dos técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrário (Ebda), que visitam a área constantemente, mas a associação dos trabalhadores não está regulamentada. "Isso impede que benefícios maiores cheguem até a eles, como créditos rurais. Já solicitamos que a entidade regularize a situação". A CDA informou ainda que alguns projetos devam ser implantados no local como a criação de suínos, galinha caipira e apicultura.
Na visita realizada por técnicos da Ebda ao local, foram detectados aspectos importantes que beneficiarão os moradores, como uma represa que servirá para irrigar toda a área da fazenda. Porém, para que os benefícios sejam colocados em prática, é necessário que a associação seja registrada. Ivonete Santos Fernandes, presidente da Astrafab, diz que toda documentação está sendo providenciada para a regularização.